80% dos padres austríacos são favoráveis à abolição do celibato

Mais Lidos

  • Zohran Mamdani está reescrevendo as regras políticas em torno do apoio a Israel. Artigo de Kenneth Roth

    LER MAIS
  • “Os discursos dos feminismos ecoterritoriais questionam uma estrutura de poder na qual não se quer tocar”. Entrevista com Yayo Herrero

    LER MAIS
  • Os algoritmos ampliam a desigualdade: as redes sociais determinam a polarização política

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

30 Junho 2011

Mais da metade dos sacerdotes pedem o acesso da mulher ao sacerdócio. O presidente do episcopado acredita que o celibato se trata de "uma ameaça à unidade da Igreja global".

A reportagem é do sítio Religión Digital, 29-06-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O debate sobre o celibato e o papel das mulheres dentro da Igreja permanece em aberto. Assim demonstra o manifesto publicado nesta semana por um grupo de 250 sacerdotes austríacos, que desafiaram a hierarquia do país, anunciando que, neste fim de semana, deixarão que mulheres preguem nas missas.

De acordo com seu porta-voz, o padre Helmut Schueller, as pesquisas mostram que 80% dos sacerdotes austríacos são favoráveis à abolição da proibição do casamento para os padres. Cerca de 51% defendem também que as mulheres possam exercer esse sacramento.

Schueller afirmou que a plataforma que ele representa está há ano lutando sem sucesso pela admissão de mulheres e homens casados no sacerdócio.

No início deste mês, a iniciativa publicou um manifesto a respeito, e os seus membros permitiram que homens leigos e professoras de religião pregassem. Além disso, desafiaram o Vaticano administrando a comunhão aos divorciados e a pessoas que deixaram a Igreja.

"Acredito que podemos criar confiança na Igreja tornando visíveis essas práticas", disse Schueller.

Mas, para o presidente da Conferência Episcopal Austríaca, Dom Egon Kapellari, essa iniciativa significa "chamado à desobediência", além de ser uma "ameaça à unidade da Igreja em nível global", segundo indicou hoje em um comunicado.