Papa remove bispo que manifestou abertura à ordenação de mulheres

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03 Mai 2011

O Papa Bento XVI removeu do cargo o bispo australiano William M. Morris, de Toowoomba, cinco anos depois de ter escrito uma carta pastoral, indicando que seria aberto à ordenação de mulheres e de homens casados se as regras da Igreja mudassem para permitir essa possibilidade.

A reportagem é de Cindy Wooden, publicada no sítio Catholic News Service, 02-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em uma carta aberta aos católicos da sua diocese divulgada no dia 1º de maio, Dom Morris disse que a carta de 2006 "foi mal lida e, creio eu, deliberadamente mal interpretado" por um pequeno grupo dentro da diocese.

Em uma breve declaração do dia 2 de maio, o Vaticano disse, "O Santo Padre, o Papa Bento XVI, removeu Sua Excelência Dom William M. Morris do cuidado pastoral da Diocese de Toowoomba".

A formulação indicava que Dom Morris que apresentou a sua carta de renúncia.

O Vaticano não explicou a decisão do Papa, mas no passado já deixou claro que a Igreja Católica considera uma questão de fé o fato de Jesus ter escolhido apenas homens para serem seus apóstolos e, portanto, a Igreja não é livre para ordenar mulheres. Além disso, ele afirmou que, enquanto casos excepcionais existem, o celibato é a norma para os padres do rito latino.

Em carta aberta, Dom Morris disse que mal entendidos sobre a sua carta pastoral sobre a séria escassez padre na diocese levaram o Papa Bento a nomear o arcebispo Charles J. Chaput, de Denver, para realizar uma visitação apostólica à diocese de Toowoomba.

"Eu nunca vi o relatório preparado pelo visitador apostólico", disse Dom Morris, e, "sem o devido processo, foi impossível resolver essas questões, negando-me a justiça natural, sem qualquer possibilidade de defesa e amparo apropriados em meu nome".

O bispo disse que o fato de que não haveria outra audiência sobre o assunto foi confirmado por uma carta que ele recebeu do Papa, que afirmava: "O direito canônico não prevê a possibilidade de um processo por parte dos bispos, aos quais o sucessor de Pedro nomeia e pode remover do ofício".

Dom Morris disse que ele não se ofereceu para renunciar ao cargo por "uma questão de consciência", porque "a minha renúncia significaria que eu aceito a avaliação sobre mim mesmo de estar quebrando a `communio`, o que eu absolutamente refuto e rejeito".

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