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02 Fevereiro 2011

Representantes de setores afetados pelo câmbio dizem que a indústria não sobreviverá à concorrência chinesa no longo prazo. Além de ter uma moeda artificialmente desvalorizada, o que torna o preço dos produtos mais atrativo em dólar, a carga de impostos da China é menor e o governo oferece incentivos em dinheiro para exportadores.

A reportagem é do jornal Folha de S.Paulo, 03-02-2011.

"O brinquedo paga 42% de imposto no Brasil e 1,5% de imposto na China", diz o presidente da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), Synésio Batista. Heitor Klein, diretor da Abicalçados, afirma que o setor cobra proteção contra o comércio vindo da Ásia porque esses produtos chegam de forma ilegal. "Tem espaço para todo mundo se as importações vierem de maneira leal", diz.

Apesar da competição, as vendas de calçados aumentaram 9% em 2010 no mercado nacional e as exportações, em 12,5%. As vendas da indústria têxtil cresceram 10% no mercado interno, mas o presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Aguinaldo Diniz Filho, afirma que é um risco ser sustentado só pelo mercado interno.

O presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo, disse que uma preocupação é o crescimento da relação entre importação e consumo, que passou de 4% para 20%.