Lembre do desastre humano e ambiental de Bhopal

Mais Lidos

  • Jesuíta Reese sobre Trump: Um desastre para os Estados Unidos e para o mundo inteiro

    LER MAIS
  • Modelo analítico do Norte Global para compreender o recrudescimento de novos autoritarismos não pode ser padronizado para nossa região do mundo, pondera a pesquisadora. Heterogeneidades de cada país devem ser levadas em consideração, observando a extrema-direita do Sul Global a partir do Sul Global

    O Sul Global como laboratório de investigação sobre a extrema-direita. Entrevista especial com Tatiana Vargas Maia

    LER MAIS
  • Inteligência Artificial: Por uma Transformação Humanística da Universidade. Artigo de Carl Raschke

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

17 Junho 2010

O presidente Obama faria bem em parar um pouco de linchar a BP e refletir sobre a resposta oficial e corporativa norte-americana a um desastre humano e ambiental muito maior: Bhopal, Índia, 1984.

Nuvens de gás letal emitidas por uma fábrica da empresa norte-americana Union Carbide no coração dessa cidade central indiana imediatamente mataram cerca de 2.250 pessoas e afetaram a saúde de outras 500.000. Desse total, estima-se que entre 15.000 e 30.000 pessoas morreram posteriormente como consequência do acidente e dezenas de milhares de outras continuam doentes.

Até hoje, Bhopal tem as cicatrizes humanas e físicas do desastre, que nunca foi propriamente limpo – nem antes, nem depois da Union Carbide vender seu negócio na Índia para um grupo local em 1992. A Union Carbide ainda não admitiu responsabilidade pela catástrofe, que ela atribui a uma “sabotagem”.

Grande parte do sofrimento subsequente e da incapacidade em encontrar os responsáveis foram causados pelos governos local e nacional indiano, que pareciam mais preocupados em brigar entre si do que em ajudar as vítimas. Outra falha foi do sistema jurídico da Índia, absurdamente lento e por vezes parcial. Somente neste mês, 26 anos após o evento, os tribunais finalmente julgaram culpados sete membros administrativos e técnicos indianos, todos hoje com mais de 70 anos. Eles receberam sentenças de dois anos de prisão e pequenas multas e foram soltos sob fiança.

(Cfr. notícia do dia 17.06.2010 desta pág.)