Desorientação na França diante do iminente anúncio da viagem papal a Córsega

Foto: Vatican Media

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11 Novembro 2024

Especialmente considerando a negativa que havia dado de participar nas cerimônias de reabertura ao público da catedral Notre-Dame de Paris uma semana antes, os planos do papa para realizar uma visita relâmpago a Córsega no dia 15 de dezembro estão gerando certo desconcerto na França.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 09-11-2024.

O papa, que esteve pela última vez na França em Marselha, em setembro de 2023, deve voar para a ilha francesa com a ocasião de um colóquio sobre "a religiosidade popular no Mediterrâneo", no qual participarão prelados de diferentes países da região, incluindo espanhóis e italianos.

A oficialização dessa viagem para a cidade de Ajaccio, que deve ser anunciada pelo Vaticano nos próximos dias, tem sido um assunto que entrou na pauta da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Francesa, que está ocorrendo em Lourdes (sul), de 5 a 10 de novembro, segundo a imprensa.

O papa, que esteve pela última vez na França em Marselha em setembro de 2023, deve voar para a ilha francesa por ocasião de um colóquio sobre "a religiosidade popular no Mediterrâneo", no qual participarão prelados de diferentes países da região, incluindo espanhóis e italianos.

Nem a Prefeitura de Ajaccio nem a diocese, tampouco delegação do governo quiseram confirmar esse deslocamento, cujo grande incentivador tem sido o cardeal-bispo local, D. François-Xavier Bustillo.

De qualquer forma, o vice-prefeito, Alexandre Farina, admite em declarações publicadas pelo Le Monde que "estamos trabalhando seriamente nessa hipótese e, se for confirmada, faremos uma reunião todos os dias para planejar o dispositivo".

O programa mais provável seria uma chegada pela manhã, uma missa, um encontro com personalidades e autoridades políticas da ilha e um retorno à tarde para Roma, que está a apenas 40 minutos de voo. A aposta de Francisco por Córsega gera muita incompreensão, sobretudo pela data escolhida, já que ele havia sido convidado por Emmanuel Macron para estar presente nos atos que o presidente francês está organizando com grande pompa para reabrir ao público a catedral Notre-Dame de Paris, após mais de cinco anos e meio de fechamento devido ao incêndio que sofreu em abril de 2019.

Oficialmente, sua ausência em Paris é explicada pelo fato de que ele convocou em Roma um "consistório" para a criação de 21 novos cardeais e por sua participação nas cerimônias da Imaculada Conceição na capital italiana.

Mas algumas más línguas apontam outras razões, em particular que o papa não queria ser a estrela convidada de cerimônias muito políticas com as quais Macron espera brilhar no meio de dezenas de chefes de Estado e de Governo vindos de todo o mundo.

O cardeal Bustillo tentou explicar a iniciativa na reunião a portas fechadas com os bispos franceses em Lourdes, que receberam a notícia com frieza, segundo o Le Figaro.

O chefe de Estado, que também não ficou nada satisfeito ao saber dos planos do papa para ir a Córsega, deu a entender que sua presença na ilha não está garantida.

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