Lisboa - JMJ. Três cartazes “para que ninguém se esqueça” das vítimas de abusos na Igreja

Outdoor #JMJ “para que ninguém se esqueça”

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01 Agosto 2023

Os cartazes estarão em inglês para poderem ser compreendidos pelo maior número de pessoas possível e o material gráfico está disponível no site para ser partilhado nas redes sociais.

A reportagem é publicada por 7Margens, 31-07-2023. 

Uma designer teve a ideia, fez a arte inicial e partilhou no Twitter, outro utilizador sugeriu que se criasse um cartaz, financiado numa campanha de crowdfunding. O objetivo inicial para um anúncio foi atingido em apenas três horas, e no fim o contributo de perto de 300 pessoas vai permitir a instalação de três cartazes como o da imagem abaixo, em Lisboa, Oeiras e Loures. O objetivo? Durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), “lutar contra o apagar das vítimas da agenda mediática, focada na celebração da instituição [a Igreja Católica portuguesa] que as remete ao silêncio”, anuncia o site entretanto criado.

No cartaz, lê-se: "Mais de 4.800 menores abusados sexualmente pela Igreja Católica em Portugal" (Foto: Reprodução | Youtube)

O grupo de “cidadãos com diversos credos” responsável pela iniciativa diz não querer aparecer, para que o foco esteja em “dar voz às vítimas”. Recordando que, na sequência da divulgação do relatório sobre os abusos na Igreja Católica em Portugal, foi anunciado pela instituição que um memorial às vítimas seria erguido durante a JMJ e que em julho essa ideia foi abandonada, este movimento decidiu intitular-se “This is our memorial” (em português, “Este é o nosso memorial”).

Os cartazes estarão em inglês para que possam ser compreendidos pelo maior número de pessoas, e o material gráfico está disponível no site para ser partilhado nas redes sociais. “Podem usar e adaptar para outros formatos, fazer camisas, o que quiserem”, refere o grupo, sublinhando que o importante é que “não deixemos cair em esquecimento”. “Em vésperas da JMJ, a Igreja Católica portuguesa parece querer fingir que este relatório não existe”, alertam, concluindo: “Não podemos dar voz ao silêncio para que, a seguir, se insista em voltar a silenciar as vítimas de abuso”.

Campanha arrecada fundos para o pagamento dos cartazes: 

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