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Os Trabalhos de Madalena. Artigo de Marinella Perroni

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08 Fevereiro 2023

"Identificada com Maria de Betânia ou até mesmo com a mãe de Jesus, considerada a prostituta sensual que se destaca na tradição iconografia do Ocidente latino e que nem mesmo a autoridade do cardeal Ravasi, que a definiu como "uma santa caluniada", conseguiu erradicar do imaginário de muitos católicos, se envolveu de fascínio e mistério como esposa, ou concubina, pouco importa, de Jesus e progenitora dos merovíngios e os duzentos milhões de exemplares vendidos que fizeram do thriller de Dan Brown O Código Da Vinci um dos best-sellers mais vendidos do mundo, diz muito sobre o que as mulheres devem representar para serem reconhecidas como protagonistas da grande história", escreve Marinella Perroni, biblista e fundadora da Coordenação de Teólogas Italianas, em artigo publicado por Donne Chiesa Mondo, 05-02-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Eis o artigo.

"Eles me ouvirão."

Assim termina o mais recente dos filmes sobre Maria de Magdala (2018), o de Garth Davis, no qual uma maravilhosa Rooney Mara interpreta uma Madalena finalmente restituída, apesar do inevitável desvio previsto pela ficção, à veracidade dos testemunhos evangélicos. Não mais prostituta, não mais penitente, mas discípula e apóstola: “Eles me ouvirão”. Que todas as igrejas cristãs devam ao grupo das discípulas galileias lideradas por Maria de Magdala a primeira transmissão do anúncio da ressurreição de Jesus é atestada pelos Evangelhos Sinópticos.

João, por sua vez, faz questão de reservar a Maria um papel privilegiado de primeira testemunha e primeira apóstola, visto que o Ressuscitado confia a ela o mandato apostólico para o grupo de todos os outros discípulos do qual se iniciará a missão cristã. Fica sempre uma questão em aberto, portanto, porque aquela mulher, que com toda a probabilidade vinha de uma das muitas aldeias que margeavam o lago de Tiberíades, é reconhecida como "apóstola dos apóstolos", que é verdade, mas nunca é plenamente proclamada “apóstola de Cristo”, que é ainda mais verdadeiro. Um dos muitos sinais das dificuldades que sempre acompanharam a construção da história das mulheres. No entanto, o quarto evangelho não admite dúvidas: para Maria acontece o que acontece com Paulo porque é o próprio Ressuscitado que investe a sua discípula do mandato de apóstola da ressurreição.

O que aconteceu com os discípulos de Jesus após sua morte e ressurreição é algo que pode ser reconstruído apenas com uma certa aproximação: os evangelhos são muito parcos em notícias e também os Atos dos Apóstolos reconhecem como grande protagonista da missão cristã, graças à qual o evangelho chega ao coração do Império, apenas Paulo e não nos dizem quase nada, ao contrário, sobre todos os outros, nem mesmo do grupo dos Doze. Sabe-se, porém, que o espaço deixado vazio pela informação é imediatamente ocupado por um florescimento de lendas. Elas nunca são, no entanto, totalmente desprovidas de fundamentação histórica porque surgem em torno de núcleos de memória viva, muitas vezes ligada a pessoas e lugares, e desenvolvem-se em tradições que se entrelaçam e evoluem, mas que, acima de tudo, garantem a transmissão da identidade das comunidades das quais se originaram. Os estudiosos a chamam de "história dos efeitos", ou seja, são as marcas indeléveis que a transmissão da memória deixa nos processos culturais e é claro que elas dizem mais sobre aqueles que contam do que sobre aqueles de quem falam.

Se hoje existem agências de viagens que organizam tours na Provença para repercorrer em dez etapas o caminho de Maria Madalena é porque as tradições sobre ela estão muito bem arraigadas na vida daquela região do sul da França.

Basta pensar no texto de Jacopo de Varagine (1228-1298), que "tinha que ser lido" e por isso se chama de lenda o dia da festa a ela dedicada, ou mesmo no afresco de Giotto na basílica inferior de Assis: ambos contam que Madalena, juntamente com Marta e outros discípulos, escapando da perseguição de Herodes, chegam milagrosamente à região de Marselha onde Maria começa uma intensa atividade de evangelização que dura por trinta anos. Também não pode surpreender que desde a Idade Média tenha sido ininterrupta a peregrinação à gruta situada no maciço montanhoso de Sainte Baume, no sul da França, e onde se acredita que estejam conservadas as relíquias da discípula de Jesus. Em suma, toda uma região europeia deve a esse pequeno grupo de discípulos entre as quais se destaca Maria Madalena a sua adesão à fé cristã.

À medida que nos afastávamos dos textos evangélicos, porém, o perfil da discípula da Galileia adquiria também outros traços, cada vez mais estranhos à sua história: identificada com Maria de Betânia ou até mesmo com a mãe de Jesus, considerada a prostituta sensual que se destaca na tradição iconografia do Ocidente latino e que nem mesmo a autoridade do cardeal Ravasi, que a definiu como "uma santa caluniada", conseguiu erradicar do imaginário de muitos católicos, se envolveu de fascínio e mistério como esposa, ou concubina, pouco importa, de Jesus e progenitora dos merovíngios e os duzentos milhões de exemplares vendidos que fizeram do thriller de Dan Brown O Código Da Vinci um dos best-sellers mais vendidos do mundo, diz muito sobre o que as mulheres devem representar para serem reconhecidas como protagonistas da grande história.

O Papa Francisco a definiu como “apóstola da nova e maior esperança” e elevou sua festa litúrgica, que a Igreja celebra em 22 de julho, ao mesmo nível das festas que celebram os apóstolos.

Mesmo assim, quanto tempo levará para que também no imaginário coletivo Maria Madalena volte à sua história de mulher no seguimento de Jesus que foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor! - e que ele lhe dissera estas coisas" (João 20,18)?

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