A sinodalidade, modo de ser Igreja no século XXI. Manaus e a Assembleia Sinodal

Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Mais Lidos

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


28 Junho 2021


Aos poucos vão se conhecendo os detalhes de um processo que vai acompanhar a vida da Igreja com maior número de fiéis na Amazônia até dezembro de 2022. A sinodalidade é uma dimensão já presente na caminhada da Arquidiocese de Manaus, que tem a experiência das Assembleias Pastorais Arquidiocesanas (APA’s). Segundo o padre Geraldo Bendaham, no regimento das APA´s diz tratar-se de uma “reunião de representantes do Povo de Deus da Igreja de Manaus, sob a presidência do Arcebispo Metropolitano, com o fim de tratar os assuntos da caminhada desta Igreja e estabelecer o Plano de Pastoral com suas prioridades e diretrizes de ação pastoral”.

A reportagem é de Luis Miguel Modino.

O coordenador de pastoral arquidiocesano insiste em que a sinodalidade não é ponto de chegada, e o processo, enfatizando quanto poderá enriquecer “a provocação da assembleia sinodal em discutir a Igreja de Manaus por um número bem maior de interlocutores”. Com a assembleia, a Igreja de Manaus quer desenvolver “um profundo questionamento e rearticulação das nossas forças eclesiais, das nossas estruturas e da modalidade da nossa atuação e presença”. Em resumo, o objetivo é “o nosso crescimento como Igreja, sinal do Reino de Deus”.

Ao longo do processo, a Arquidiocese de Manaus pretende “discutir a presença da igreja e como crescer na identidade e atuação eclesial”. Para isso, são propostos 3 passos: onde estamos? como deve ser a nossa presença? Quais nossas novas respostas solidárias?

 

2.1. memória da Caminhada e contexto eclesial:

(Plano de Evangelização – outras referências)

a) Os passos acima citados serão realizados tendo em mãos o Plano de Evangelização vigente, fruto da X APA. Ele será referência, seja na leitura da realidade e percepção dos desafios, na reflexão sobre a Igreja e suas estruturas de participação e nas propostas de articulação pastoral, sobretudo provocadas por novos dinamismos de organização e engajamento das forças vivas da Arquidiocese.

b) Teremos sempre presente as orientações das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil

c) Este processo se dará em comunhão com o processo da Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, como também do Sínodo sobre a sinodalidade;

 

3. Quem vai articular os trabalhos da Assembleia Sinodal:

(Coordenação da ASSEMBLEIA)

Para conduzir os trabalhos da Assembleia Sinodal Arquidiocesana foi constituída uma Comissão de Coordenação nomeada pelo Arcebispo, que oferecerá as necessárias orientações quanto a dinâmica de participação, etapas do processo sinodal da assembleia e conteúdos orientadores.

Fazem parte desta comissão:

o Dom Edmilson Tadeu Canavarro dos Santos
o Dom José Albuquerque de Araújo
o Mons. José Carlos Sabino de Andrade
o Pe. Geraldo Ferreira Bendaham (Coordenador)
o Pe. Frei Paulo Xavier Ribeiro (OFMCap)
o Pe. Zenildo Limada Silva - Secretário
o Diácono Armando Borges Filho
o Rosana Barbosa de Castro
o Maria Rosália Gaspar
o Ir. Vera Lúcia Altoé

Esta comissão também terá a colaboração de assessores, equipes de serviços e dos delegados previamente escolhidos.

 

Orientações para o processo da ASSEMBLEIA SINODAL -4-

 

4. Como iremos fazer acontecer esta ASSEMBLEIA SINODAL: (Dinâmica da ASSEMBLEIA)

Baseados nas experiências anteriores, nos serviremos da dinâmica do “vai e vem”, assim chamamos em nossa experiência de assembleias, aquele intercâmbio permanente de escuta e interpelação das bases. A Coordenação da Comissão oferece subsídios e mecanismos de escuta e reflexão e acolhe as contribuições dos interlocutores. Estas contribuições uma vez sintetizadas, retornam as bases para novas reflexões, mantendo e indicações para a atuação pastoral de nossa Igreja. Todo este material vai sendo sistematizado até se elaborar um Instrumento de Trabalho, mantendo constante um processo dialogal de modo que os participantes da construção de diagnósticos e indicações de respostas, sintam-se também comprometidos com a concretização das mesmas.

O trabalho se desenvolverá do seguinte modo:

1. O processo da Assembleia Sinodal será apresentado nas seguintes reuniões: Conselho Arquidiocesano de Pastoral, Conselho Presbiteral, Reunião do Clero, Regiões Episcopais e dos Setores.

2. A dinâmica do trabalho observará as diversas instâncias de participação: comunidades, paróquias e/ou áreas missionárias, setores, regiões episcopais e as instâncias que se articulam em âmbito arquidiocesano (pastorais específicas, comunidades de vida, movimentos, vida religiosa, escolas católicas...).

3. A Comissão Central oferecerá primeiramente subsídios e mecanismos de escuta o mais abrangente possíveis, para ser trabalhado nas bases e com diversos interlocutores (comunidades, organismos, serviços e pastorais específicas) propondo uma escuta atenta da conjuntura social, política, econômica, ambiental, bem como da presença e do que se espera da Igreja.

 

Orientações para o processo da ASSEMBLEIA SINODAL -5-

 

4. Este trabalho visa também um minucioso levantamento das forças de nossa arquidiocese, recursos estruturas, comunidades, iniciativas, etc. Muito útil será a ferramenta cartográfica para mapeamento que a Arquidiocese dispõe.

5. Junto a este trabalho, teremos outras iniciativas de estudos, seminários, e interpelações a setores específicos (ministério ordenado, vida religiosa, movimentos e novas comunidades de vida,  escolas católicas, seguimentos da sociedade que atuam em comunhão com nossas iniciativas, setores que simpatizam com a Igreja Católica, membros afastados...)

6. O resultado deste processo de escuta seja partilhado em instâncias intermediárias (Setores, Regiões Episcopais) antes de ser encaminhado à Comissão de Coordenação.

7. Também as pastorais arquidiocesanas, organismos e serviços, bem como os movimentos e comunidades de vida, encaminharão suas respostas para Comissão de Coordenação.

8. Mesmo havendo as instâncias de socialização das repostas, cada singular relatório com contribuições, deve ser enviado à Comissão de Coordenação.

9. As contribuições serão sintetizadas pela Comissão de Coordenação ou equipe para isto delegada que a partir deste material elaborará um novo subsídio, com iluminação bíblico-teológico-pastoral.

10. O trabalho com este segundo subsídio também visa colher sugestões de novas formas de atuação da Arquidiocese, verificando eventuais atualizações do Plano de Evangelização.

 

Orientações para o processo da ASSEMBLEIA SINODAL -6-

 

11. Este segundo trabalho segue o mesmo processo como o trabalho anterior de partilha nos setores, pastorais, movimentos, comunidades de vida, etc. Todo o material deve ser enviado à Comissão de Coordenação.

12. Todo este trabalho será organizado em um texto final que constituirá o Instrumento de Trabalho da ASSEMBLEIA SINODAL.

13.Os três dias de conclusão do processo da Assembleia terão também caráter deliberativo em vista de iniciativas que dinamizem a presença Missionária da Igreja e atualize o Plano de Evangelização da Arquidiocese.

14.O movimento sinodal gerado nesta dinâmica da Assembleia, segue da mesma forma, envolvendo todas as forças da Arquidiocese na concretização das decisões construídas coletivamente em ASSEMBLEIA.

Outras recomendações importantes para o bom funcionamento deste processo:

• Por ser uma Assembleia que acentua a dinâmica da participação em sua expressão sinodal, todos os envolvidos são participantes da mesma. Nesta dinâmica de participação e representatividade,  as conclusões do processo serão trabalhadas por um grupo de delegados. Estes devem ser criteriosamente escolhidos acolhendo as orientações da Comissão de Coordenação.

• As equipes de coordenação dos setores, os conselhos paroquiais e de áreas missionárias, coordenações dos movimentos e comunidades de vida, coordenações diocesanas de pastorais e serviços, colaborem empenhadamente no processo da ASSEMBLEIA, antes, durante e depois!

• Igualmente, alguns sujeitos terão papel muito importante no decorrer da Assembleia Sinodal: as lideranças das comunidades, os párocos, sejam os grandes motivadores deste processo  participativo;

 

Orientações para o processo da ASSEMBLEIA SINODAL -7-

 

5. Quais serão os passos para realização da ASSEMBLEIA SINODAL: (Cronograma da ASSEMBLEIA)

 

Data programação

09/03/2021 Convocação da ASSEMBLEIA SINODAL

29/04/2021 Nomeação Comissão de Coordenação

25/06/2021 Apresentação do Projeto da ASSEMBLEIA na Reunião do Clero

Julho/2021 Elaboração do Processo de Escuta

Agosto a dezembro de 2021

(Devolver até 13 de dezembro)

- PROCESSO DE ESCUTA:
- Respostas dos subsídios e ferramentas de escuta
- Seminários de Análise de Conjuntura
- Encontros com grupos específicos (Presbíteros, Diáconos, Vida Religiosa, Movimentos, Comunidades de Vida...)
- Encontros de Partilha das Escutas nas instâncias intermediárias (Setores – Regiões Episcopais)

Janeiro/2022 Elaboração de Síntese das escutas

Fevereiro/2022 Entrega do Segundo Subsídio de Reflexão

Março a junho 2022
(Devolver até 20 de junho)

- II Trabalho de reflexão nas bases

- Seminários Temáticos – Iluminação bíblico, teológica e pastoral

- Encontros de partilha...

30/06/22 Definição da Lista dos Delegados

Julho/2022 Síntese do II Subsídio e elaboração do

Instrumento de Trabalho

27/08/22
(Catedral)

Missa Solene de Entrega do Instrumento de Trabalho e Mandato dos Delegados

24/09/22 Encontro com delegados da APA para acolhida do Instrumento de Trabalho

- Por regiões Episcopais

- Outras instâncias

21/10/22 Vigílias de Oração nas comunidades
21, 22 e
23/10/22

- DIAS DA ASSEMBLEIA SINODAL

(MAROMBA)

23/10/2022 Caminhada Missionária (???)

08/12/22 - Festa da Padroeira - Entrega dos resultados da Assembleia

 

Orientações para o processo da ASSEMBLEIA SINODAL -8-

 

Outros encaminhamentos:

01. Uma oração será apresentada para que seja rezada nas comunidades, nas celebrações da Eucaristia e da Palavra, nos encontros pastorais durante todo o período de desdobramento da Assembleia Sinodal;

02. A identidade visual da Assembleia Sinodal por meio de uma logomarca será amplamente divulgada nas mídias de comunicação para ajudar a visibilizar a caminhada; 

03. Todo processo da Assembleia Sinodal também poderá ser acompanhado pelos canais de comunicação que dispomos (Rádio Riomar, Rádio Castanho, Revista Arquidiocese em Notícias), bem como pelas novas mídias e canais específicos;

04. Um necessário desdobramento será uma revisão mais aprofundada do Diretório Pastoral que se adeque aos novos dinamismos da Arquidiocese.

 

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

A sinodalidade, modo de ser Igreja no século XXI. Manaus e a Assembleia Sinodal - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV