O Patriarca copta Tawadros: o dia do “Caminho da Sagrada Família”

Foto: Cathopic

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04 Junho 2021

 

A viagem e a permanência da Sagrada Família no Egito representam para sempre "uma bênção" e um motivo de orgulho para a nação e para o povo Egípcio. Por isso, seria bom que o dia em que as Igrejas egípcias comemoram tal acontecimento, atestado nos Evangelhos, se tornasse feriado nacional para todos os egípcios. Esta é a proposta expressa publicamente pelo Patriarca copta ortodoxo Tawadros II, no contexto das celebrações promovidas pela Igreja Copta para comemorar o tempo passado no Egito pela Virgem Maria, São José e o Menino Jesus, que emigraram da Palestina para fugir os desígnios malignos de Herodes.

A reportagem é publicada por Agenzia Fides, 02-06-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

A sugestão singular foi inserida pelo Patriarca no discurso que proferiu a 1 de junho durante a celebração da vinda da Sagrada Família ao Egito, organizada pela Fundação "Martiria" para a cultura e o desenvolvimento, na igreja dedicada à Virgem Maria no distrito de el Ma'adi. No seu discurso, o Patriarca também manifestou o seu apreço pelo intenso empenho com que as autoridades egípcias há anos estão promovendo o "Caminho da Sagrada Família", um grande projeto para abrir às peregrinações internacionais o itinerário que une os lugares percorridos, segundo tradições milenares, por Maria, José e o Menino Jesus durante sua estada na terra do Egito.

O estudo do "Caminho" e a participação em iniciativas educativas realizadas ao longo das várias etapas do itinerário - acrescentou o Primaz da Igreja copta ortodoxa - poderiam ser incluídos nos currículos escolares organizados pelo Ministério da Educação, de forma a incentivar nas jovens gerações a redescoberta da fuga para o Egito da Sagrada Família como parte integrante da memória nacional.

O "Caminho da Sagrada Família", conforme já relatado pela Agência Fides (veja Fides 5/1/2021) reúne 25 lugares caros à memória dos cristãos egípcios, ao longo de um itinerário de 3500 quilômetros, que atravessa 11 Governadorados, do delta do Nilo ao Alto Egito.

A crise pandêmica que paralisou também o turismo em todo o planeta não interrompeu o grande projeto promovido pelas autoridades egípcias para abrir o "Caminho da Sagrada Família" às peregrinações internacionais. No início de 2021, o engenheiro Adel al Gindy, diretor geral de relações internacionais da Autoridade para o Desenvolvimento do Turismo e coordenador do projeto, em longa entrevista divulgada pela wataninet.com detalhou o andamento do plano, fornecendo informações detalhadas sobre os trabalhos já realizados ou iniciados para tornar cada etapa do roteiro acessível a turistas e peregrinos de acordo com os padrões de acolhimento correspondentes aos critérios (incluindo aqueles de sustentabilidade ambiental) definidos pela Organização Mundial do Turismo.

Uma vez desenvolvido, o "Caminho" representará um dos maiores percursos de peregrinação religiosa do mundo. A expectativa de ver os efeitos devastadores do contágio de Covid-19 acabar também no Egito se funde com a esperança de receber no futuro um fluxo crescente de turistas e peregrinos estrangeiros, atraídos ao país pelo desejo de seguir os passos da passagem de São José, da Virgem Maria e do Menino Jesus em terras egípcias.

No dia 4 de outubro de 2017 (veja Fides 5/10/2017) o Papa Francisco, no contexto da audiência geral das quartas-feiras, saudou uma numerosa delegação egípcia que chegou a Roma para promover as peregrinações ao longo do "Caminho da Sagrada Família" em colaboração com a Opera Romana Pellegrinaggi, instituição do Vicariato de Roma, órgão da Santa Sé, diretamente vinculado ao Vigário do Papa, o Cardeal Angelo De Donatis.

 

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