Os Padres da Caminhada se solidarizam com o padre Riva, vítima de racismo em Alfenas – MG

Pe. Riva Rodrigues de Paula. (Foto: reprodução de foto pública do Facebook)

Mais Lidos

  • O Apocalipse não é o fim do mundo, mas a salvação do cristão. Artigo de Enzo Bianchi

    LER MAIS
  • MST transforma um dos maiores latifúndios do sul do Brasil em território da Reforma Agrária

    LER MAIS
  • Primeira encíclica do Papa Leão XIV reforça o conceito de dignidade ontológica absoluta, denuncia a não neutralidade tecnológica e concentração privada do poder digital e chega a um público que os documentos jurídicos não alcançam, diz advogado e pesquisador da área do Direito

    Magnifica Humanitas: “Uma leitura que nenhum documento governamental teria facilidade de fazer com franqueza”. Entrevista especial com Marcelo Chiavassa

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

25 Novembro 2020

O racismo é uma realidade presente na sociedade brasileira, uma triste herança de três séculos de escravidão. Diante dessa realidade, “que se manifesta em práticas institucionais, culturais e interpessoais de superioridade de uns sobre outros, deixando atrás de si um rastro interminável de mortes físicas”, os Padres da Caminhada têm se posicionado com uma nota de solidariedade onde denunciam a morte de João Alberto Silveira Freitas, filho de pastor evangélico, no supermercado Carrefour em Porto Alegre, e a morte moral do Pe. Riva Rodrigues de Paula, na paróquia São José e Nossa Senhora das Dores, da cidade de Alfenas, na diocese na Guaxupé, em Minas Gerais.

A nota é enviada por Luis Miguel Modino, padre espanhol e missionário Fidei Donum.

Lembrando o Evangelho da solenidade de Cristo Rei, a nota lembra que a salvação dependerá “daquilo que tivermos feito aos seres humanos, especialmente os mais vulneráveis ou vulnerados”. Diante disso, os Padres da Caminhada consideram “escandaloso que pessoas que se têm por cristãs e católicas tratem um ser humano, no caso, o seu próprio pastor, com atitudes e palavras de ódio, de desprezo, de repulsa por causa da cor da sua pele”, o que leva a se questionar “Qual o Deus que conhecem? A que Deus adoram? O que pensam estar fazendo quando participam da missa? O que é a comunhão eucarística para eles?”.

A nota afirma que frente aqueles que não vivem a fé, “o Pe. Riva não quer seguir o caminho que lhe faculta a legislação brasileira. Acredita na força do Evangelho e na conversão das pessoas”. Respeitando sua escolha, os Padres da Caminhada querem “manifestar nossa solidariedade a este irmão presbítero, para gritar alto nossa indignação pela atitude vil, desumana e anticristã de pessoas racistas e para somarmo-nos a todos e todas que, no Brasil e no mundo, expõem suas vidas em favor de vidas sofridas, injuriadas, excluídas e destruídas mundo afora”.

Veja a nota na íntegra.

 

 

 

 

Leia mais