Mulheres católicas se manifestarão na próxima quinta-feira na Praça de São Pedro para reivindicar plena igualdade na Igreja

Foto: Voices of Faith

Mais Lidos

  • Comando Vermelho usa drones gigantes para transportar até 20 fuzis FAL ou AR-15 entre favelas no Rio

    LER MAIS
  • Viver em contínuo Pentecostes. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • “Esse debate se torna ainda mais importante em um ano eleitoral, porque é fundamental assegurar que os resultados positivos no combate à fome sejam preservados, independentemente de qual governo esteja no poder, seja de direita, seja de esquerda ou centro”, afirma o especialista

    "Os dados mostram que o Brasil conseguiu retornar a um nível de insegurança alimentar semelhante ao registrado em 2014, ano em que o país saiu do mapa da fome da ONU". Entrevista especial com Lucas Moura

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

30 Setembro 2019

Mulheres católicas se manifestarão na próxima quinta-feira, 3 de outubro, na Praça de São Pedro e lançarão a iniciativa #votesforcatholicwomen, para exigir ao Papa e aos bispos plena igualdade na Igreja, há poucos dias do início do Sínodo da Amazônia.

A reportagem é publicada por La Vanguardia, 29-09-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Mulheres católicas se manifestarão na próxima quinta-feira, 3-10, na Praça São Pedro e lançarão a Mulheres católicas se manifestarão na próxima quinta-feira, 3 de outubro, na Praça de São Pedro e lançarão a iniciativa #votesforcatholicwomen, para exigir ao Papa e aos bispos plena igualdade na Igreja, há poucos dias do início do Sínodo da Amazônia. “O evento de 3 de outubro é o ápice de um caminho de mulheres religiosas em todo o mundo que foram convidadas a Roma para falar de suas experiências e suas demandas de igualdade tanto em liderança como em tomada de decisões na Igreja católica”, apontou à Europa Press Stephanie Lorenzo, diretora de comunicações da Voices of Faith, uma das associações feministas mais ativas dentro da Igreja Católica. Suas reivindicações nasceram quando no último Sínodo dos Jovens, apenas uma dúzia de mulheres participaram nos debates, porém nenhuma delas pode votar o texto final.

Nesse momento, a União de Superioras Gerais (UISG) urgiu aos organizadores da assembleia sinodal para que mudassem a norma para permitir ao menos, que as representantes das Congregações religiosas que participavam pudessem votar. “O Sínodo da Amazônia, que começaram ao início de outubro, é chave para a Igreja Católica e nenhuma mulher tem capacidade de voto. Ainda que esses caminhos afetem também as religiosas e a congregações femininas. Há 180 padres sinodais com direito a voto, e nenhum é mulher. O que é o que está perdendo nossa igreja sem a experiência, habilidades, talentos e dons da metade de seus membros? Queremos chamar a atenção sobre esse fato e sobre a falta de mulheres nas posições de tomada de decisões em toda a Igreja”, especifica Lorenzo.

O voto nos debates sinodais é um passo que já se conseguiu para os religiosos, porém que segue vetado às mulheres. “Isso é incorreto e injusto porque os irmãos religiosos têm o mesmo status canônico que as religiosas superiores. Somente pedimos igualdade e inclusão”, assegura.

Por isso, lançaram um vídeo e uma petição através de sua rede na qual clamam pela igualdade de direitos e responsabilidades no seio da Igreja. No evento de 3 de outubro tomarão voz uma dezena de religiosas de todo o mundo, entre elas a catalã Teresa Forcades.

No entanto, ainda não obtiveram resposta alguma: “No ano passado participamos na petição global através da Internet #votesforcatholicwomen onde novamente instamos a que as mulheres religiosas pudessem ter direito a voto no Sínodo. Conseguimos mais de 9600 assinaturas que mandamos ao escritório do Sínodo, mas que ainda não obtivemos resposta nenhuma. Esperamos que toda resposta não seja somente de palavras, mas sim de ações concretas”, conclui.

Leia mais