Austrália processa vários jornalistas por cobertura do caso contra o Cardeal

Cardeal George Pell (Fonte: Wikipédia)

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27 Março 2019

O processo por desacato afeta grupos como The Herald, Weekly Times e News Life, que são acusados de "prejudicar ou interferir na boa administração da justiça", com suas informações, indicou em um comunicado a Suprema Corte do Estado de Victoria.

A reportagem é publicada por El Diario, 26-03-2019. A tradução é do Cepat.

Os acusados enfrentarão penas de prisão e multas se condenados por violar ordens impostas pelo juiz Peter Kidd, que proibiu divulgar provas relacionadas ao caso de pedofilia contra Pell e o veredicto do primeiro julgamento contra o ex-número 3 do Vaticano.

Vários meios de comunicação internacionais divulgaram o veredicto do primeiro processo, mas a mídia local teve que permanecer em silêncio.

Naquele momento, o júri declarou Pell culpado por cinco crimes de pedofilia, um deles por penetração oral, perpetrados contra dois meninos do coro da Catedral de St. Patrick, em Melbourne, nos anos 1990.

A mídia australiana teve que se submeter ao apagão informativo devido às restrições do juiz Kidd, uma ordem que supostamente foi violada pelos processados, que devem comparecer ao tribunal no dia 15 de abril.

O desenvolvimento do segundo processo contra Pell, no dia 26 de fevereiro passado, por crimes de abusos sexuais a menores, supostamente ocorridos nos anos 1970, levou Kidd a retirar as restrições e permitiu à impressa australiana informar o caso que levou o prelado de 77 anos a ser condenado a seis anos de prisão.

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