“Os casamentos gays testemunham que o matrimônio é um bem importante”, afirma o cardeal Schönborn

Schönborn com o Papa (Fonte: Religión Digital)

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07 Fevereiro 2019

“Em um momento no qual o matrimônio está perdendo sua atração”, o cardeal Christoph Schönborn fica “sensibilizado” por existir casais do mesmo sexo que querem se casar “e ter assim a mais elevada forma de relação”. Foi assim que se expressou o arcebispo de Viena em uma entrevista, quando também afirmou que os casamentos homossexuais “testemunham que o matrimônio é um bem importante”.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 07-02-2019. A tradução é do Cepat.

Falando com a revista alemã Stern, o cardeal Schönborn não só elogiou os casais e casamentos do mesmo sexo, como também revelou que a Igreja austríaca já aceitou que o Estado decidisse que outras formas de relação merecem um reconhecimento legal.

“Para ser honestos, já aceitamos há muito tempo que o Estado permita outra forma de casamento”, declarou o purpurado, acrescentando que “se assim deseja uma maioria parlamentar, o Estado deve cumprir”. Isso sim, o cardeal reservou o direito da Igreja de definir o casamento de outra forma, segundo suas doutrinas, e de “levantar a voz quando acreditamos que este caminho para toda a sociedade não está certo”.

O casamento gay não foi a única polêmica que o cardeal Schönborn abordou com Stern. Também se referiu à discussão na Igreja universal sobre o celibato obrigatório do clero. Ao ser questionado se Jesus Cristo deu tanta ênfase ao celibato, o purpurado respondeu: “Eu muitas vezes lhe pergunto isso”.

“Não recebo nenhuma resposta clara” sobre a necessidade do celibato, confessou Schönborn. “Mas Jesus diz claramente: Não tenhas medo! Em seus discursos, enfatizou que não se deve colocar as tradições acima de sua frase crucial: ‘ame a teu próximo como a ti mesmo’”.

Outro assunto de atualidade eclesial que o arcebispo de Viena conversou com Stern foi a cúpula antiabusos convocada pelo Papa Francisco para finais deste mês. O cardeal advertiu que “não se pode esperar milagres” desta reunião entre o Pontífice e bispos de todo o mundo, acrescentando que colocar o tão almejado fim à crise de pedofilia “será um processo dolorosamente longo”, e que o importante agora é desenvolver uma consciência” sobre os danos que os abusos produzem nas vítimas e “encontrar um caminho” juntos para lhes trazer cura.

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