Estudo mapeia recuperação de carbono na Amazônia

Mais Lidos

  • Quando a Igreja perde seus ministros: notas teológico-pastorais sobre a desistência presbiteral. Artigo de Eliseu Wisniewski

    LER MAIS
  • Pesquisadores refletem sobre possíveis riscos e efeitos do El Niño em 2026 à luz das enchentes de 2024 e das ações realizadas pelo poder público nos últimos dois anos

    El Niño no RS: probabilidade de cheias é dobrada, mas há incerteza sobre a magnitude do fenômeno climático. Algumas análises

    LER MAIS
  • Liturgia do 12º domingo comum de 2026 (A). Comentário de Jairo del Agua

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

04 Abril 2017

Publicada no periódico “eLife”, pesquisa contou com a participação do professor Edson Vidal, da Esalq.

Foi realizado o primeiro mapeamento de recuperação de carbono nas florestas amazônicas e emissões lançadas pela atividade de colheita de madeira comercial na Amazônia. O estudo foi publicado no periódico eLife pela rede pan-tropical de pesquisadores chamada Observatório de Florestas Tropicais Manejadas (TmFO), que congrega 19 instituições internacionais, entre elas a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP.

A reportagem foi publicada por Jornal USP, 29-03-2017. 

Entre os cientistas está o professor do Departamento de Ciências Florestais da Esalq, Edson Vidal, que explica que foram estudados dados de longo prazo de 133 parcelas permanentes de 13 sites experimentalmente perturbados em toda a Amazônia para modelar as alterações nos estoques de carbono acima do solo nas primeiras décadas após o manejo florestal com exploração de impacto reduzido. “Os resultados mostram que, para algumas florestas manejadas as árvores sobrevivendo podem ser mais confiável para armazenar as emissões de carbono do que árvores recém recrutadas (árvores juvenis que regeneraram naturalmente nas florestas manejadas)”.

Segundo Vidal, a colheita de madeira por meio de manejo florestal com exploração de impacto reduzido fizeram com que as árvores das florestas ao norte da Amazônia recuperam sua capacidade de absorver CO2 da atmosfera mais rapidamente que as das florestas do sul.

O docente enfatiza também as implicações práticas desses resultados para a conservação da Amazônia. “Os resultados levam ao reconhecimento de que o Manejo Florestal com Exploração de Impacto Reduzido pode ser uma atividade econômica que, além de gerar conservação e desenvolvimento, ainda poderá contribuir para redução das emissões de gases do efeito estufa quando árvores sadias sobrevivendo na floresta remanescente são preservadas”.

Além da dinâmica de CO2 diante da atividade madeireira, o estudo contribui ainda com o conhecimento sobre o comportamento da floresta diante de incêndio. “Nossas descobertas também podem dar pistas úteis para prever respostas das florestas com relação à perda de carbono por incêndios e outros eventos provocados pela mudança climática, que ironicamente é causada em parte pela perturbação em massa pelo desmatamento”, reforça.

Os estudos nessa linha continuam procurando agora respostas sobre a recuperação do volume de madeira nas áreas manejadas na Amazônia internacional; o nível de resiliência das florestas tropicais a distúrbios do manejo florestal com exploração de impacto reduzido; valoração para a conservação das florestas naturais; relação entre sustentabilidade econômica e ambiental e a variação do comportamento florestal nas várias regiões e continentes.

Acesse o artigo completo (em inglês) aqui.

Leia mais