Agricultores de acampamento do MST no Ceará evitam reintegração de posse

Acampamento MST Ceará. Segundo Pedro Neto, movimento tentará, junto com governo do estado, suspender decisão de juiz federal (Foto: MST | Divulgação)

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22 Novembro 2018

Acampamento Zé Maria do Tomé, no município de Limoeiro do Norte (CE), havia sido ameaçado na semana passada de despejo. Cerca de 150 famílias vivem na área.

A reportagem é publicada por Rede Brasil Atual - RBA, 21-11-2018.

Cerca de 150 famílias do acampamento Zé Maria do Tomé, na Chapada do Apodi, localizado no município de Limoeiro do Norte, no Ceará (CE), conseguiram impedir o cumprimento de uma reintegração de posse marcada para esta quarta-feira (21). Apesar do cerco policial montado para bloquear o acesso ao acampamento, os agricultores negociaram a suspensão, pelo dia de hoje, junto ao Batalhão da Polícia Militar que se retirou do local sem conflitos.

De acordo o membro da direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Pedro Neto, o diálogo contou também com a mediação do secretário adjunto do Desenvolvimento Agrário, Wilson Brandão, e com apoio de entidades pastorais e estudantes que, segundo Neto, tentarão com o governo estadual suspender a decisão decretada por um juiz da esfera federal sobre o acampamento, que está dentro de uma área pertencente à União.

O clima ainda é de incerteza e receio entre as famílias que, em 2014, já haviam sido ameaçadas de despejo e conseguiram no mesmo ano deter a desapropriação. No entanto, os trabalhadores voltaram a ser notificados na semana passada com um novo mandado de despejo. A região, segundo o MST, atende a um forte interesse do agronegócio.

Para resistir à ação, os moradores fizeram também um ato político, logo pela manhã, em defesa da permanência do acampamento.

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