De Montesinos a Bento XVI: o Natal da esperança

Mais Lidos

  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove evento em memória ao centenário do agrônomo e ambientalista brasileiro nesta quinta-feira, 20-08-2026, às 17h30min

    José Lutzenberger, 100 anos. Da Borregaard às enchentes: os alertas ignorados

    LER MAIS
  • Qual é o pior momento do ateu? Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

22 Dezembro 2011

Neste 21 de dezembro, completam-se os 500 anos do famoso, embora quase desconhecido para os fiéis da minha geração, o "Sermão de Montesinos". Que não foi escrito pelo pobre dominicano, mas sim por toda a comunidade, e que foi a primeira ocasião em que os espanhóis que recentemente haviam chegado à Nova Terra criticavam a sua própria atuação para com os índios.

A opinião é de Jesús Bastante, publicada no seu blog, El Barón Rampante, 21-12-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Filhos da Escola de Salamanca, os dominicanos da Ilha de La Española fizeram um grandioso exercício da humanidade, de reconhecimento da igualdade de todos os seres humanos. Adiantaram-se ao seu tempo.

Cinco séculos depois, a humanidade globalizada continua se separando entre ricos e pobres, bons e maus, homens e mulheres, que, dependendo do lugar em que nasçam, têm um ou outro destino prefixado na vida. Seguimos escravizando e sendo escravizados. Algumas correntes mudaram, embora nem todas.

Cristo nasceu para todos. Ele fez isso em um pobre presépio, ele era o Rei do Mundo. As palavras de Montesinos são assumidas por Bento XVI, como símbolo da Igreja que todos queremos ser: uma comunidade de fiéis, unidos pela fé, mas sobretudo pela radical humanidade do Menino Deus que agora nasce.

Quinhentos anos depois, seguimos contemplando a injustiça, mas também a esperança. Tornemo-la possível. Eles tentaram: nós podemos conseguir.