O Vaticano prepara um documento sobre a Aids e o uso de preservativos

Mais Lidos

  • Quando uma estudante de teologia desafiou o cardeal

    LER MAIS
  • "A adesão ao conservadorismo político é coerente com uma cosmologia inteira que o projeto progressista rechaça". Entrevista especial com Helena Vieira

    LER MAIS
  • Neste ano, o El Niño deve ser terrível. Artigo de Vivaldo José Breternitz

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

06 Fevereiro 2011

O Subsecretário do Pontifício Conselho para os Operadores Sanitários, monsenhor Jean Marie Mpendawatu Mate Musivi, anunciou que o Vaticano está preparando um "complemento pastoral" sobre o vírus da Aids e o uso do profilático, na entrevista coletiva realizada por motivo da Jornada Mundial do Enfermo, que será celebrada no próximo dia 11 de fevereiro.

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 04-02-2011. A tradução é do Cepat.

De acordo com o mons. Mpendawatu, o novo documento do Vaticano será publicado nos próximos meses e enfrentará "os aspectos exclusivamente pastorais da problemática" do preservativo e do vírus da Aids.

O subsecretário do dicastério vaticano destacou que este novo complemento "não muda nem acrescenta nada sobre o plano doutrinal em relação ao que a Congregação para a Doutrina da Fé já precisou depois da publicação do livro-entrevista de Bento XVI Luz do Mundo.

Bento XVI pediu no livro-entrevista que a sexualidade fosse "valorizada positivamente" para que pudesse exercer "seu efeito positivo sobre o ser humano em sua totalidade". Entretanto, o Papa sustentou que "pode haver alguns casos justificados", por exemplo, quando uma prostituta utiliza um preservativo.

No entanto, a Congregação para a Doutrina da Fé precisou que as palavras do Papa se referem "de modo particular" a um comportamento "gravemente desordenado" como o da prostituição e assegurou que na moral católica fica excluída "toda ação que em prevenção do ato conjugal, em sua realização ou no desenvolvimento de suas consequências naturais" se proponha "como fim ou como meio, impossibilitar a procriação".