"Nós viramos robôs de fazer dinheiro" critica Nobel da Paz

Mais Lidos

  • “60% do déficit habitacional, ou seja, quase quatro milhões de domicílios, vivem nessa condição porque o gasto com aluguel é excessivo. As pessoas estão comprometendo a sua renda em mais de 30% com aluguel”, informa a arquiteta e urbanista

    Gasto excessivo com aluguel: “É disso que as pessoas tentam fugir quando vão morar nas favelas”. Entrevista com Karina Leitão

    LER MAIS
  • "Inflamar o Golfo é um bumerangue. Agora Putin e Xi terão carta branca". Entrevista com Andrea Riccardi

    LER MAIS
  • Contra a guerra injusta e injustificada com o Irã. Editorial da revista jesuíta America

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

19 Junho 2012

O ser humano se tornou um "robô de fazer dinheiro", e essa obsessão o está impedindo de enfrentar de forma adequada desafios como a erradicação da pobreza.

A reportagem é de Denise Menchen e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 19-06-2012.

A avaliação foi feita ontem pelo ganhador do prêmio Nobel da Paz de 2006, economista Muhammad Yunus, em entrevista à Folha.

Fundador do Grameen Bank, que contribuiu para a inclusão social de moradores de comunidades carentes de Bangladesh ao conceder a eles microcrédito, o 'banqueiro dos pobres', como é conhecido, disse que a estrutura econômica que temos hoje criou a pobreza, então não tem como solucioná-la.

"No sistema atual tudo gira em torno de fazer dinheiro. Nós esquecemos que somos seres humanos. O dinheiro é parte de nossas vidas, não é nossa vida".

Yunus se mostrou cético em relação aos resultados da Rio+20, mas afirmou que a cúpula é importante para promover a troca de ideias, criando oportunidades para que as pessoas pensem sobre o mundo que querem.

"Os governos vêm com seus textos e ficam tentando empurrá-los uns para os outros. Eles ficam apegados a suas posições. Mas são os indivíduos, especialmente os jovens, que podem levantar as questões que não estão nos documentos."