Criança queimada viva. Cimi denuncia violência na Terra Indígena Arariboia

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11 Janeiro 2012

O conteúdo integra nota do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) sobre as notícias de que uma criança Awá-Guajá foi queimada viva, publicada no dia 10-01-2012.
O Cimi, relata a nota, vem a público esclarecer os desdobramentos da denúncia feita por indígenas Tenetehara (ou Guajajara) da aldeia Patizal, Terra Indígena Arariboia, no Maranhão, sobre ataque sofrido pelos Awá-Guajá em situação de isolamento, entre setembro e outubro do ano passado na altura do município de Arame, onde os restos mortais carbonizados de uma criança foram encontrados pelos Tenetehara no meio da mata, durante caçada.

Tornaram-se públicas, pelas mãos do Cimi, informações passadas pelos próprios indígenas e são por elas que respondemos, porque não jogamos na vala comum dos boatos depoimentos que remontam anos de denúncias da ação de invasores, sobretudo madeireiros, na Terra Indígena Arariboia. Não obstante, o Cimi mantém plena confiança na denúncia e acredita que algo de muito grave ocorreu no interior da terra indígena, afetando diretamente a segurança e as garantias de vida dos Awá-Guajá isolados.

Apenas investigações mais detalhadas feitas dentro da mata, local de caça dos Tenetehara e palco do episódio denunciado, poderão dizer como o assassinato desta criança indígena ocorreu e como se deu o ataque aos Awá-Guajá isolados. No entanto, o Cimi acredita que não é necessário um corpo carbonizado para que medidas urgentes de proteção aos indígenas da Terra Indígena Arariboia – ou a qualquer outro povo em condição de isolamento ou de contato no país – sejam adotadas.

(Cf. notícia do dia 11/01/2012)

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Depois Jesus pegou uma criança e colocou-a no meio deles. Abraçou a criança e disse: "Quem receber em meu nome uma destas crianças, estará recebendo a mim. E quem me receber, não estará recebendo a mim, mas àquele que me enviou." (Mc 9, 36-37)

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