Protestantes alemães pedem perdão pela iconoclastia da Reforma

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30 Julho 2015

A Igreja Protestante Alemã (EKD) pediu desculpas pela destruição generalizada de imagens religiosas durante a Reforma.

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada na revista The Tablet, 27-07-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"A Igreja Protestante rejeita a destruição de imagens. As imagens há muito tempo se tornaram uma expressão da piedade protestante", ressaltou a bispa protestante Petra Bosse-Huber em um encontro de delegações do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla e da EKD.

Os clérigos se reuniram em Hamburgo para discutir a palavra "imagem" a partir dos pontos de vista ortodoxo e protestante. O Patriarca Ecumênico Bartolomeu e o presidente da EKD, o bispo Heinrich Bedford-Strohm, enviaram saudações e bênçãos ao encontro de Hamburgo.

Destruir imagens foi mais comum no período posterior à Reforma. Na primeira metade do século XVI, as estátuas da Virgem Maria e dos santos, as janelas com vitrais, os órgãos e quaisquer outros objetos associados a milagres e ao sobrenatural foram removidos das igrejas católicas e das capelas de beira de estrada e, em muitos casos, destruídos. Particularmente a Suíça, Holanda, Inglaterra e o sul da Alemanha sofreram com isso.

No sul da cidade alemã de Ulm, em um chamado "Götzentag" ("Dia da idolatria") em 1531, os defensores da Reforma que estavam convencidos de que os artefatos da igreja eram uma idolatria supersticiosa removeram à força 60 altares e órgãos da catedral.

Genebra testemunhou uma das ondas mais devastadores de quebra de imagens religiosas. Incitados por um grupo de teólogos protestantes, incluindo o próprio João Calvino, algumas das peças de arte cristã mais preciosas da cidade foram destruídos.