Compostagem: ‘Revolução dos Baldinhos’ garante saúde e alimentos saudáveis

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

11 Março 2015

Uma epidemia de ratos, em 2008, fez com que os moradores de Chico Mendes, comunidade de Florianópolis (SC), modificasse a maneira de lidar com o lixo produzido. Os moradores compreenderam que os restos de comida alimentavam e atraíam os ratos e que precisavam de um lixo mais limpo. Para isso, era fundamental separar os resíduos orgânicos dos demais materiais descartados.

A reportagem é de Cláudia Moreira, publicada pela Fundação BB e reproduzida pelo portal EcoDebate, 10-03-2015.

Nascia a Revolução dos Baldinhos. Cada família participante passou a ter um baldinho, usado para recolher os resíduos orgânicos que passaram a ser encaminhados para compostagem. Já o composto preparado com o aproveitamento do lixo orgânico é excelente adubo, o que resolve a dificuldade da preparação da terra para cultivo de alimentos em áreas urbanas.

A tecnologia social “Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana – Revolução dos Baldinhos” constrói um cíclo virtuoso. No momento em que se recolhe resíduos orgânicos nas casas, escolas e creches, o adubo é entregue aos moradores, que utilizam em suas hortas e pequenas plantações orgânicas, resultando em alimentos saudáveis.

O lixo que segue para a coleta pública, sem a mistura de restos de comida, fica seco, sem mau cheiro, não suja a rua e é mais facilmente manuseado. Além disso, ao separar o lixo, a comunidade faz a triagem de materiais, encaminhando aquilo que poderia ser reciclado para a reciclagem.

Agentes comunitários, em geral jovens, recebem uma bolsa de estudo vinculada à frequência escolar. Eles sensibilizam as famílias para a separação do material, gerenciam coleta e transformação do resíduo orgânico em compostagem. Oferecem palestras nas escolas, creches e recebem grupos para conhecer o trabalho.

A metodologia, que pode ser consultada no Banco de Tecnologias Sociais, é uma das cinco tecnologias sociais que será reaplicada pelas 38 entidades credenciadas pela Fundação BB no Programa Nacional de Habitação Urbana – PNHU, em desesseis estados brasileiros.