Francisco não quer "cotas" de movimentos nem de congregações na Cúria

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18 Fevereiro 2015

Francisco não quer "cotas" na Cúria. Por isso, o documento sobre a reforma do aparato vaticano postula, no seu número 13, que "deve ser suprimida, onde se verificar, a tendência de associações, movimentos eclesiais e institutos religiosos de ocuparem ofícios e cargos nos dicastérios para obterem vantagens particulares e não para servir a Igreja".

A reportagem é de José Manuel Vidal, publicada no sítio Religión Digital, 16-02-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Uma clara advertência aos movimentos eclesiais, cuja penetração no Vaticano proliferou nas últimas décadas, elevados ao posto de decisão da maquinaria vaticana por João Paulo II e Bento XVI.

Há, nestes momentos, na Cúria, uma alta porcentagem de membros de dicastérios e pontifícios conselhos que pertencem ao Opus Dei, ao Comunhão e Libertação, aos Focolares ou aos Kikos [membros do Caminho Neocatecumenal]. E em todos os escalões dos vários dicastérios: de secretários a presidentes.

Participaram dessa mesma dinâmica, durante esses anos, congregações e ordens religiosas, assim como outras instituições eclesiais. Em menor medida, já que, até à chegada de Francisco, os postos curiais eram dominados, em grande medida, pelos membros dos movimentos neoconservadores.

O número 13 do documento da reforma acrescenta que também deve-se "evitar a admissão de pessoal provenientes de ambientes eclesiais que tenham linhas de pensamento e de ação não equilibradas, contrárias àquele equilíbrio que deve caracterizar precisamente a Cúria, que tem a tarefa de garantir a comunhão na diversidade".

Com essa medida, ficarão de fora da Cúria, a partir de agora, os membros de associações religiosas ultraconservadoras, que também haviam se infiltrado no Vaticano e tinham conquistado postos de relevância nos últimos anos.

Por isso, a conclusão do número 13 do documento reformador da Cúria afirma que a contratação do pessoal do Vaticano deve ser feita "com base na competência, evitando todo tipo de pressão externa", a fim de "evitar, ao menos em certa medida, esse perigo".

Por outro lado, o documento de reforma curial explica o procedimento a ser seguido. Ele postula que "seria oportuno que uma comissão restrita de canonistas e teólogos seja encarregada de redigir um primeiro esquema da nova Constituição".

E acrescenta o documento: "Esse esquema deveria ser enviado ao grupo dos nove cardeais para uma primeira avaliação. Sucessivamente, poderá ser enviado aos presidentes das Conferências Episcopais, aos chefes das Igrejas Orientais, aos cardeais individuais e aos dicastérios da Cúria Romana, para, no fim, ser discutido em uma plenária de cardeais".

E conclui: "Depois de todo esse processo, uma Comissão Cardinalícia deveria ser encarregada de redigir, com a ajuda de algum canonista, o texto definitivo, que depois será apresentado ao papa para a sua aprovação".

Parece evidente que, se a reforma da Cúria tiver que seguir todo esse processo, vai levar muito tempo. A primavera se atrasa...

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