Em Nápoles, igrejas abertas em sinal de acolhimento: "Um abrigo para os vulneráveis"

Foto: Elyse Chia/Unsplash

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30 Junho 2026

Não apenas locais de culto, mas casas abertas, refúgios, espaços de alívio para aqueles em risco de pagar o preço mais alto durante a onda de calor que assola Nápoles. À medida que os termômetros sobem e as temperaturas castigam principalmente os idosos, os sem-teto e os cidadãos mais vulneráveis, a Igreja de Nápoles escolhe uma resposta concreta: abrir suas portas. É um gesto que vai além da emergência imediata. Em uma cidade onde o calor extremo amplifica as desigualdades sociais, oferecer um ambiente fresco, um copo d'água e um lugar para descansar significa devolver dignidade àqueles que muitas vezes vivem à margem. Basílicas no centro histórico e instalações da Cáritas diocesana tornam-se, assim, locais de humanidade, transformando o patrimônio eclesial em uma rede de proximidade capaz de atender uma necessidade imediata.

A informação é de Rosanna Borzillo, publicada por Avvenire, 27-06-2026. A tradução é de Luisa Rabolini.

A iniciativa envolve a Basílica de San Giovanni Maggiore, a Basílica de San Giorgio Maggiore, a Igreja dos Santos Filipe e Tiago e o “Binario della Solidarietà”; todos oferecerão acolhimento seguindo um calendário específico. Voluntários oferecerão refrescos e bebidas geladas a quem precisar, com atenção especial às pessoas mais vulneráveis. Em um momento em que as emergências climáticas deixaram de ser eventos excepcionais para se tornarem realidades cada vez mais frequentes, as comunidades eclesiais também são chamadas a repensar as formas de caridade. Não se trata apenas de oferecer serviços, mas de estar presente no território, identificar as necessidades e tornar visível uma Igreja que não espera, mas vai ao encontro das pessoas em suas lutas diárias.

"Decidimos manter a basílica aberta mesmo durante as horas mais quentes do dia, para que aqueles que vivem nas ruas possam encontrar algum alívio", relata o Padre Salvatore Giuliano, decano do Centro Histórico. "Simplesmente oferecemos um copo d'água, um local fresco para descansar e uma acolhida discreta. Não estamos fazendo nada de extraordinário; o serviço das refeições já é garantido pelo Binario della Solidarietà e pela Mensa del Carmine, instituições que realizam um trabalho inestimável. Queremos ser um sinal de proximidade, mostrar a essas pessoas que não estão sozinhas e que existe uma Igreja que abre suas portas e as acolhe."

A abertura das igrejas também assume um profundo valor simbólico. Aquelas portas escancaradas falam de uma comunidade cristã que interpreta a sua presença na cidade como um serviço. "A nossa é uma igreja bastante fresca e bem ventilada", continua o

Padre Salvatore, que também é pároco de San Giovanni Maggiore. "Quem entra pode descansar um pouco, beber água e usar os banheiros. São gestos simples, mas que, em dias como estes, podem fazer a diferença. É assim que queremos viver o Evangelho: cuidando das pessoas, especialmente as mais frágeis, com a simplicidade do acolhimento."

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