Austrália e Turquia falham e reunião da UNFCCC termina sem agenda clara para a COP31

Imagem: Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • “Precisamos mudar a lente das instituições e olhar para essas ocorrências com a gravidade de fato que elas têm”, alerta a pesquisadora

    Lei Maria da Penha. 20 anos depois. Entrevista especial com Juliana Brandão

    LER MAIS
  • A Igreja deve usar os algoritmos sem se deixar algoritmizar. Entrevista com Arnaldo Rodrigues

    LER MAIS
  • “O ataque contra pessoas trans aponta para um projeto potencialmente genocida”. Entrevista com Judith Butler

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

19 Junho 2026

As negociações da 64ª sessão dos Órgãos Subsidiários (SB64) da Convenção do Clima (UNFCCC) chegaram ao fim ontem (18/6) em Bonn. Apesar de repetirem diversas vezes que Antalya será uma “COP da implementação”, nem Austrália nem Turquia – as copresidentes da próxima conferência -, apresentaram prioridades políticas claras ou iniciativas capazes de orientar o processo rumo à COP31.

A informação é publicada por ClimaInfo, 19-06-2026.

Com o vácuo deixado por australianos e turcos, o espaço foi ocupado pela presidência brasileira da COP30. O Brasil realizou diversas discussões sobre o processo de elaboração dos roadmaps para a transição para longe dos combustíveis fósseis, lançados no ano passado.

“Enquanto a dupla presidência turco-australiana ainda tenta se entender e se posicionar no tabuleiro, o que testemunhamos em Bonn foi a continuidade da liderança brasileira: seja com a apresentação nos mais variados eventos das inovações criadas em Belém – o acelerador, a Missão 1.5 de Belém, além, é claro, dos mapas do caminho de floresta e combustíveis fósseis – que lotaram as salas, seja com a carta do presidente da COP30 esclarecendo que o programa de trabalho sobre financiamento sempre foi feito para ser um item de agenda”, avaliou Stela Herschmann, especialista em Política Climática do Observatório do Clima.

As discussões em Bonn aconteceram na esteira da maior crise energética dos últimos anos, provocada pelos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, e pouco mais de um mês depois da Conferência de Santa Marta sobre a transição para longe dos combustíveis fósseis. Mesmo assim, segundo o RFi, o clima da SB64 foi mais calmo do que o do ano passado.

No entanto, para o secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, não significa que as diferenças tenham sido resolvidas. Ainda há muito o que se discutir até a COP31, e a polarização continua enorme. “Simplesmente não podemos nos dar ao luxo de reabrir decisões anteriores, renegociar metas existentes ou retroceder”, afirmou no último dia do encontro.

No início da semana, Austrália e Turquia anunciaram uma meta de 35% de eletrificação até 2035 como parte da Agenda de Ação da próxima conferência do clima. O presidente da COP31 e chefe das negociações australianas, Chris Bowen, afirmou esperar que os países “estejam à altura do momento” e apoiem a iniciativa. Mas não está claro se a meta fará parte de um resultado formalmente negociado.

Os países do Pacífico, particularmente vulneráveis à crise dos combustíveis fósseis, aproveitaram Bonn para pedir que Austrália e outros países ampliem os investimentos em financiamento para os oceanos, para o Pacific Resilience Facility e para a transição rumo a um Pacífico movido 100% por energias renováveis.

Leia mais