Gaza, um dos barcos da flotilha consegue chegar à Faixa

Foto: Anadolu Ajansi

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02 Junho 2026

O vento e as correntes marítimas a empurraram para a praia, onde uma pequena multidão se reuniu: "Pelo menos um dos nossos barcos rompeu o cerco."

A reportagem é de Alessia Candito, publicada por La Repubblica, 01-06-2026.

Uma das embarcações da Flotilha Global Sumud rompeu o bloqueio naval e conseguiu chegar a Gaza. Não se trata de um veleiro que escapou da incursão israelense de algumas semanas atrás, mas sim de uma das últimas a ser interceptada. Na verdade, é a maior delas, a embarcação-almirante Kasr-i-Sadabad, que também transportava o deputado Dario Carotenuto e o jornalista Alessandro Mantovani, bloqueada e abordada a mais de cem quilômetros da Faixa de Gaza. Abandonada em alto-mar, como as outras 74 (22 na costa de Creta e 52 na costa do Egito) sem tripulação, foi levada pelo vento e pelas correntes até a costa de Gaza.

Eles avistaram a embarcação ontem de manhã, e uma pequena multidão se reuniu imediatamente na praia e a rebocou para a costa. No momento, não está claro se parte da carga de ajuda humanitária — talvez alimentos enlatados ou óleo — lacrada em todos os cantos do porão da embarcação, chegou em segurança. Mas todos os painéis solares foram certamente recuperados, o que é crucial na região da Faixa de Gaza, que sofre com a escassez de energia, já que o abastecimento de combustível ainda está ocorrendo a conta-gotas.

"Apesar de todos os obstáculos, alguns pedaços do navio Kasr-i Sadabad, pertencente à Flotilha Global Sumud, chegaram à costa de Gaza", relata a seção turca. "O regime israelense, em uma intervenção ilegal em alto-mar, sequestrou a tripulação e abandonou o navio após danificá-lo. Hoje, esses destroços superaram o bloqueio, romperam o cerco e chegaram ao seu destino."

Imagens capturadas na praia e divulgadas pela seção turca da flotilha mostram dezenas de pessoas aglomeradas em volta da embarcação, rebocando-a para a costa. Uma criança segura o leme, outra vasculha os destroços do convés em busca de algo útil, desde pedaços de madeira para acender uma fogueira até, quem sabe, um pacote de arroz.

"Simbolicamente, foi uma emoção tremenda. Ver um dos nossos barcos, abandonado à deriva pela Marinha israelense, chegar por conta própria e romper o bloqueio, nos comoveu. Sabemos que é apenas simbólico, é uma pequena coisa que nos deixa felizes", disse a porta-voz italiana Maria Elena Delia.

Há cerca de uma semana, outro veleiro chegou à costa egípcia praticamente intacto, carregando toda a sua carga de ajuda humanitária. E agora a esperança, segundo o movimento, é que a Eolo também se envolva e "outros barcos consigam chegar a lugares onde as tripulações foram impedidas de entrar".

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