02 Junho 2026
Guerra faz petróleo, gás, fertilizantes, produtos petroquímicos e alumínio sofrer escassez, custos mais altos e maior volatilidade.
A informação é publicada por ClimaInfo, 01-06-2026.
Os contratos futuros do petróleo tiveram forte alta na 2ª feira (1/6), com uma nova escalada de tensões no Oriente Médio. Mas as cotações terminaram o dia longe das máximas do pregão, após Trump declarar que as negociações com o Irã continuam “avançando rapidamente” – situação negada por Teerã. Enquanto isso, outros setores econômicos continuam sofrendo com a crise.
No fechamento, o petróleo tipo Brent com vencimento em agosto teve alta de 4,23%, cotado a US$ 94,98 por barril. Já o WTI, dos EUA, com entrega prevista para julho teve alta de 5,49%, a US$ 92,16 por barril, detalha o Valor. Pela manhã, as cotações haviam disparado, informam Exame e AP. O Brent chegou a avançar 6,23%, para US$ 96,81, e o WTI subia 7,41%, para US$ 93,83.
Com o conflito sem solução, permanecem os choques no fornecimento de múltiplas commodities impactando severamente os setores globais de energia, petroquímica, agricultura e transporte marítimo, entre outros, destaca o Oil Price. O petróleo e o gás liquefeito (GNL) foram os mais diretamente afetados e as indústrias que dependem desses combustíveis também sentem o impacto.
Assim, a escassez de fertilizantes ameaça a segurança alimentar; as interrupções no setor petroquímico impulsionam a inflação dos plásticos; e os mercados de alumínio enfrentam seu maior déficit de oferta em décadas.
A continuidade da guerra reacendeu temores de inflação persistente, desaceleração econômica e aumento do endividamento público em todo o mundo. Com isso, investidores passaram a exigir retornos maiores para comprar títulos públicos de longo prazo, elevando os juros das dívidas soberanas em países como EUA, Reino Unido, Alemanha e Japão e reduzindo as apostas em cortes de juros pelos principais bancos centrais, explica o Estadão.
No Brasil, a manutenção da alta dos preços do petróleo já está sendo incorporada pelos investidores como um risco estrutural e tende a dificultar a trajetória de queda da inflação e dos juros. A avaliação é de Rafael Schiozer, professor de Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV-SP), que vê o mercado precificando uma ameaça mais duradoura, informa a Times Brasil.
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