15 Abril 2026
E se mulheres ocupassem a primeira fila do conselho comunitário na igreja e liderassem as discussões sobre políticas e orçamentos? E se os homens se ocupassem das habilidades tradicionalmente atribuídas às mulheres?
A informação é de Edelberto Behs.
Essa troca de papéis foi tematizada com jovens participantes de oficina sobre justiça de gênero, organizada pela Igreja Evangélica Luterana de Jeypore, em Odisha, na Índia, liderada pelo jovem professor universitário Sourav Sampan Goudo.
A oficina “Um Corpo, Muitos Iguais – Empoderados para a Justiça”, realizada em três etapas, reuniu 12 mulheres e oito homens, jovens, que se comprometeram a levar esse aprendizado aos seus lares, locais de vivência, de trabalho e na igreja. Goudo frisou que os temas de justiça de gênero são importantes para uma igreja cujos membros são, em sua maioria, de comunidades Dalit, comunidades tribais e outras comunidades marginalizadas.
“Há 21 mulheres pastoras ordenadas na Igreja Evangélica Luterana de Jeypore. Embora as mulheres desempenhem as mesmas funções que seus colegas homens, elas ainda não foram eleitas para cargos de liderança importantes”, comentou Goudo. Na região, jovens mulheres são desencorajadas a buscar educação superior ou oportunidade de emprego, apesar de seu potencial.
Goudo foi um dos participantes do programa Teologia, Justiça de Gênero em Liderança, desenvolvido pela Federação Luterana Mundial (FLM) na região da Malásia, em 2025. Em sessões online e presenciais, o programa capacitou os/as participantes com habilidades de liderança e incentivou-os/as a iniciar pequenos projetos contextuais em suas igrejas e comunidades.
No encontro de Odisha, Goudo destacou como crenças sociais e culturais profundamente enraizadas priorizam os homens em detrimento das mulheres continuam influenciando o acesso desigual à educação, ao emprego e aos direitos.
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