25 Fevereiro 2026
Nenhuma ordem religiosa marca tanto a astronomia quanto a Companhia de Jesus – e isso também se reflete no céu noturno. Cada vez mais asteroides recebem nomes de jesuítas. Neste ano, o número é especialmente elevado.
A informação é publicada por katolisch.de, 24-02-2026.
2026 é um ano recorde para jesuítas no espaço: já até o final de fevereiro foram nomeados mais asteroides em homenagem a membros da Companhia de Jesus do que em todo o ano anterior. Na mais recente rodada de nomeações dos pequenos corpos celestes entre Marte e Júpiter, foram homenageados um jesuíta alemão e um argentino, informou o grupo de trabalho para a nomenclatura de pequenos corpos celestes da União Astronômica Internacional (IAU) em seu boletim mais recente (nº 3/2026). Ao todo, em 2026 já foram acrescentados oito novos asteroides dedicados a jesuítas; no ano passado foram sete.
As duas nomeações mais recentes homenageiam os padres jesuítas Joseph Junkes (1900-1984), que a partir de 1953 foi diretor do laboratório astrofísico do Observatório do Vaticano, e José G. Funes (nascido em 1963), que dirigiu o Observatório Vaticano de 2006 a 2015. Junkes desenvolveu métodos de análise espectral, que permitem analisar estrelas com base em sua radiação. Funes dedicou-se à origem das galáxias e à evolução das estrelas. Durante seu mandato como diretor ocorreu a transferência da sede do Observatório Vaticano do Palácio Apostólico para Castel Gandolfo. Os asteroides passam agora a se chamar “(805212) Junkes” e “(824655) Funes”.
Não apenas religiosos com expertise científica
Devido ao engajamento dos jesuítas na pesquisa espacial, os membros dessa ordem lideram, com cerca de 50 pessoas, a lista de religiosos homenageados com nomes de asteroides. Contudo, também personalidades eclesiásticas sem méritos astronômicos já foram homenageadas; em janeiro, por exemplo, Santa Faustina e a religiosa polonesa Ursula Ledóchowska.
A nomeação de asteroides é um processo em várias etapas. Um novo corpo celeste é registrado quando é observado por um pesquisador em duas noites consecutivas. As observações devem então ser comunicadas ao “Minor Planet Center” da IAU, que atribui um número de identificação provisório. Em seguida, observações anteriores de corpos celestes ainda não identificados são comparadas com a nova observação, e eventuais duplicações são unificadas. Assim que, a partir dos dados, se pode determinar uma órbita precisa, o asteroide recebe um número permanente. O direito de escolher um nome cabe ao pesquisador que forneceu dados suficientes para o cálculo da órbita — não necessariamente ao primeiro descobridor. A proposta de nome é então examinada pelo grupo de trabalho para a nomenclatura de pequenos corpos celestes e, por fim, oficialmente publicada.
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