13 Janeiro 2026
"Soa bem para mim!", comentou presidente dos EUA em sua rede social ao compartilhar postagem prevendo que "Marco Rubio será presidente de Cuba".
A reportagem é publicada por DW, 12-01-2026.
Donald Trump declarou neste domingo (11/01) que gosta da ideia de que seu secretário de Estado, Marco Rubio, seja presidente de Cuba, a cujo governo pediu para fazer "um acordo antes que seja tarde demais".
"Soa bem para mim!", comentou Trump em sua rede social Truth Social ao compartilhar uma publicação no X do usuário @Cliff_Smith_1, que prevê que "Marco Rubio será presidente de Cuba".
Momentos depois, Trump advertiu Cuba de que o país não receberá mais dinheiro ou petróleo da Venezuela, assinalando que a ilha esteve "vivendo durante anos" graças ao dinheiro e ao petróleo bruto venezuelanos em troca de "serviços de segurança" para os "dois últimos ditadores", em referência a Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
"Não haverá mais petróleo ou dinheiro indo para Cuba – zero! Sugiro fortemente que façam um acordo, antes que seja tarde demais", escreveu o republicano em sua rede social própria, a Truth Social, onde não esclareceu a qual acordo se refere.
Foto em Cuba após Venezuela?
O líder da Casa Branca sugeriu que poderia focar em Cuba após a intervenção militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro na Venezuela, que capturou Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Eles foram transferidos para Nova York, onde enfrentam acusações relacionadas ao narcotráfico e terrorismo.
Trump indicou que, entre as pessoas "no comando" agora do país sul-americano está Rubio, a quem a imprensa tem chamado de "vice-rei da Venezuela", o que se soma aos seus cargos de secretário de Estado, Conselheiro de Segurança Nacional e antigo encarregado da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid).
Rubio, filho de imigrantes cubanos, tem sido um dos principais impulsionadores no governo das ações dos Estados Unidos contra a Venezuela e Cuba.
"Cuba é nação livre"
A operação dos Estados Unidos para capturar Maduro causou a morte de ao menos 56 militares, sendo 32 deles cubanos, segundo o governo de Havana.
Logo após as ameaças de Trump, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, respondeu que "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém dita o que fazemos". Ele enfatizou em postagem na rede social X que seu país "está se preparando" e "pronto para defender a pátria até a última gota de sangue".
Por sua vez, o ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, escreveu em uma publicação nas redes sociais que Cuba, "ao contrário dos EUA", não tem "um governo que se preste a atividades mercenárias, chantagem ou coerção militar contra outros Estados".
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