Comunidades digitais impulsionam cultura do estupro e do feminicídio. Sem nenhum controle

Foto: Reprodução/Youtube Loppes

Mais Lidos

  • EUA, uma equipe inter-racial e mestiça, entram em campo em um estádio que teme as batidas de imigração de Trump

    LER MAIS
  • Ser Papa em tempos de “anticristos”. Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS
  • Em um contexto de crescente deslocamento forçado, a reflexão inspirada em Hannah Arendt destaca que a dignidade humana depende do pertencimento a uma comunidade política e do acesso efetivo ao “direito a ter direitos”

    Um olhar sobre os apátridas, refugiados e migrantes. Entrevista especial com Maria Cristina Müller

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

04 Dezembro 2025

Grupos em plataformas sociais disseminam conteúdos hostis e violentos contra mulheres, celebram autores de crimes e incentivam novos atos de violência.

A reportagem é de Luciana Garbin, publicada por Estadão, 03-12-2025.

Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como estupro, violência doméstica e violência contra a mulher. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

A epidemia de estupros, feminicídios e outros ataques a mulheres no Brasil é fomentada por uma cultura misógina que não para de crescer nas plataformas e redes sociais. Crimes chocantes como o cometido contra Taynara Santos, que teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por um quilômetro na Marginal Tietê, servem em fóruns obscuros da internet para endeusar seus autores, sem qualquer controle ou punição.

E não se trata de posts ou comentários isolados. Impulsionada pela falsa impressão de anonimato, ausência de moderação e por algoritmos que reforçam conteúdos semelhantes, a chamada “misoginia em rede” turbina a ação de comunidades digitais estruturadas para despejar e disseminar uma infinidade de conteúdos hostis e violentos contra mulheres.

O que dizer por exemplo de uma publicação feita no X com a foto de uma moça e o título ‘Como estuprar uma mulher e não ser pego?’

Outro exemplo, também retirado do X, tinha o título 'Mesa dos feminicidas' e logo abaixo o subtítulo 'O feminicídio é algo importante'. Com uso de termos pejorativos para se referir ao Brasil e às mulheres, tratava o crime de feminicídio como “um ato santo”, feito para vingar e deixar felizes “homens honrados e de bem” que foram humilhados.

A 'misoginia em rede' turbina a ação de comunidades digitais estruturadas para despejar e disseminar conteúdos hostis e violentos contra mulheres.

Segundo a reportagem, o Brasil registrou no ano passado 1.459 feminicídios, segundo o Ministério da Justiça. Uma média de quatro mulheres mortas a cada dia. Só na cidade de São Paulo, foram 51 feminicídios em 2024, número já superado neste ano - até outubro, foram 53. No mesmo período, houve 2.437 estupros nos bairros paulistanos.

Em 2024, no País todo, foram 87.545 estupros, de acordo com o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Uma média de quase 240 casos por dia.

Para ler a íntegra da reportagem, clique aqui.

Leia mais