RS. Ex-secretária de Canoas é investigada por eutanásia em massa de animais doentes

Foto: Reprodução/Redes sociais/PCRS

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05 Setembro 2025

Operação da Polícia Civil aponta que Paula Lopes, ex-secretária do bem-estar animal, possa ter provocado a morte de centenas de bichos.

A reportagem é publicada por Sul21, 04-09-2025. 

A ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, é investigada pela Polícia Civil por realizar eutanásia em massa em animais doentes e por estelionato. Conforme a apuração, cerca de 240 bichos podem ter sido mortos por determinação da mulher, que segue em liberdade. Nesta quinta-feira (4), foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão.

As ações ocorreram na sede da Secretaria, onde foram apreendidos documentos e realizada a vistoria do canil municipal. Segundo a delegada Luciana Bertoletti, da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, o local apresentava condições precárias para a sobrevivência de cães e gatos.

A operação também incluiu buscas na casa de Paula Lopes, no instituto de proteção animal de sua responsabilidade e em um sítio localizado em Arroio dos Ratos, pertencente a uma familiar. Nesse endereço, foram encontrados milhares de medicamentos vencidos, que terão sua procedência investigada em razão do alto volume. Outro mandado foi cumprido na residência de uma veterinária que, de acordo com a delegada, atuava como comparsa da ex-secretária. Vinculada a uma empresa terceirizada, a pedido de Paula, a profissional realizava as eutanásias e atestava os procedimentos.

Durante a ação, os agentes encontraram 14 animais mortos armazenados em um freezer. Os corpos foram recolhidos e serão analisados para determinar as causas das mortes.

Segundo a delegada, o grande número de eutanásias teria sido motivado para reduzir custos. “Por um lado, é diminuir os custos. Porque o tratamento de um bicho adoentado é muito mais caro do que uma eutanásia”, afirmou.

Também vistoriado pela polícia, o Instituto Paula Lopes é alvo de suspeita de desvio de recursos. Conforme a investigação, a ex-secretária utilizava a chave Pix da instituição para receber valores de campanhas em que prometia resgatar e cuidar de animais, mas há indícios de que o dinheiro era desviado.

Com a investigação em andamento, Paula segue em liberdade. “Hoje é uma parte desta investigação, em que houve esse cumprimento dos mandados de busca. Com base logicamente no que nos aprendemos, no que nos visualizamos, nós cumprimos juntos com o IGP, que vai nos fornecer os laudos, a partir disso a gente vai montar todo esse quebra-cabeça e ver quais serão os próximos passos dessa investigação”, explicou a delegada Bertoletti.

A investigação foi iniciada em março deste ano, após diversas denúncias contra a Secretaria, incluindo maus-tratos e a prática de eutanásias em animais. Paula Lopes foi exonerada do cargo em agosto.

Em julho, o Sul21 havia noticiado o fechamento do abrigo Palmira Gobbi, em Canoas. Na reportagem, voluntários relataram a denúncia feita ao Ministério Público sobre a atuação da Secretaria e da então titular da pasta. O documento afirmava que Paula realizava ações que comprometiam a integridade e o bem-estar dos animais acolhidos.

Em nota, a Prefeitura de Canoas declarou receber com indignação as denúncias relacionadas à operação. A administração municipal afirmou manter o cuidado com os animais como prioridade, garantiu colaborar com as investigações e anunciou a abertura de um expediente interno para apurar os fatos.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Paula Lopes confirmou o cumprimento do mandado em sua residência e disse que as denúncias são infundadas.

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