Morrer de fake news. Artigo de Tonio Dell’Olio

Foto: Dominik Sostmann/Unsplash

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01 Julho 2025

"Como se pode continuar a trair os desejos de paz dos povos com as falsas propagandas do rearmamento, na vã ilusão de que a supremacia resolve os problemas em vez de alimentar ódio e vingança?", escreve Tonio Dell’Olio, padre italiano, jornalista e presidente da associação Pro Civitate Christiana, em artigo publicado por Mosaico di Pace, 27-06-2025. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

Vale a pena copiar e colar pelo menos um trecho do discurso que o Papa Leão XIV proferiu ontem aos participantes da Assembleia Plenária da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (Roaco): “O coração sangra ao pensar na Ucrânia, na situação trágica e desumana em Gaza e no Oriente Médio, devastado pela expansão da guerra. Somos chamados nós todos, humanidade, a avaliar as causas desses conflitos, a verificar aquelas verdadeiras e tentar superá-las, e a rejeitar aquelas espúrias, fruto de simulações emocionais e de retórica, desmascarando-as com determinação. As pessoas não podem morrer por causa de fake news. É realmente triste testemunhar hoje, em tantos contextos, o impor-se da lei do mais forte, com base na qual são legitimados os próprios interesses. É desolador ver que a força do direito internacional e do direito humanitário não parece mais ser vinculativa, substituída pelo suposto direito de obrigar os outros pela força. Isso é indigno do homem, é vergonhoso para a humanidade e para os responsáveis pelas nações. Como se pode acreditar, depois de séculos de história, que as ações bélicas levam à paz e não têm o efeito contrário sobre aqueles que as conduziram? Como se pode pensar em lançar as bases do amanhã sem coesão, sem uma visão de conjunto animada pelo bem comum? Como se pode continuar a trair os desejos de paz dos povos com as falsas propagandas do rearmamento, na vã ilusão de que a supremacia resolve os problemas em vez de alimentar ódio e vingança? As pessoas percebem cada vez mais a quantidade de dinheiro que vai para os bolsos dos mercadores de morte e com o qual se poderia construir hospitais e escolas; mas, em vez disso, se destoem aqueles já construídos!

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