Imigrantes em Guantánamo. Artigo de Tonio Dell’Olio

Foto: Casa Branca/Divulgação | Agência Brasil

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13 Junho 2025

"Mais uma vez, a crueldade é desferida contra as pessoas mais indefesas e se transforma em propaganda para uma visão falsa do mundo. O paradoxo é não conseguir tomar consciência da imigração como fenômeno mundial e não como problema", escreve Tonio Dell’Olio, padre italiano, jornalista e presidente da associação Pro Civitate Christiana, em artigo publicado por Mosaico di Pace, 11-06-2025. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

Imigrantes deportados para o campo de concentração de Guantánamo. Como terroristas ou criminosos. Como aqueles que atentam contra a vida das pessoas para aumentar poder e dinheiro. É o reflexo mais cru e fiel da política anti-imigrantes do governo Trump. Ele mesmo afirma que se trata de um alerta dirigido a todos os habitantes do planeta para que saibam que nos EUA não se entra ilegalmente.

Pelo que se sabe, entre os deportados há muitos europeus e talvez também italianos. Pelo que se sabe, não se trata apenas de imigrantes que entraram no país "ilegalmente", mas também daqueles que foram encontrados sem os documentos necessários ou com vistos de entrada vencidos.

Mais uma vez, a crueldade é desferida contra as pessoas mais indefesas e se transforma em propaganda para uma visão falsa do mundo. O paradoxo é não conseguir tomar consciência da imigração como fenômeno mundial e não como problema. As causas do fenômeno estão em outro lugar.

O governo EUA, efetivamente, se volta contra a expressão do fenômeno, ao mesmo tempo em que contribui de modo determinante para o aumento das causas das migrações, cortando os fundos da USAID e implementando políticas predatórias e de exploração que estão na raiz do abandono daquelas terras para sair em busca de sobrevivência em outros lugares. Sem encontrar reconhecimento de dignidade.

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