Lula diz a aliados que vai decidir sobre exploração na foz do Amazonas

Lula | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / FotosPúblicas

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

06 Mai 2025

A Petrobras também pressiona IBAMA por liberação para levar plataforma para a foz e vistoria da unidade de estabilização da fauna em Oiapoque.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 05-05-2025. 

A pressão pela licença para a Petrobras perfurar um poço no bloco FZA-M-59, na foz do Amazonas, ganhará ainda mais força. Ao que parece, o presidente Lula, que defende a exploração de combustíveis fósseis na região, vai cobrar uma decisão do IBAMA. Por seu lado, a petroleira quer que o órgão autorize o deslocamento de uma plataforma para a região. E também cobra a vistoria do centro para a fauna que implantou em Oiapoque, no extremo norte do Amapá.

Lula disse a um interlocutor que vai “encerrar a questão” da foz do Amazonas quando voltar da viagem que fará até meados da próxima semana à Rússia e à China, segundo a coluna Radar, da VEJA. O presidente não disse como faria isso. Mas, por sua posição pró-petróleo, é preocupante o que está por vir.

Lula estaria convencido de que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) atua para boicotar a exploração de petróleo e gás fóssil pela Petrobras no litoral do Amapá – mesmo com a ministra Marina Silva dizendo e repetindo inúmeras vezes que a decisão do IBAMA é técnica, não política.

Mas a suposta “gota d’água” para o presidente, segundo o interlocutor, foi a proposta do ICMBio de criar reservas marinhas na costa amapaense. O anúncio gerou uma onda de protestos de políticos locais e uma onda de desinformação nas redes que fez o órgão adiar consultas públicas sobre a criação das unidades.

Já a Petrobras enviou uma carta ao presidente do IBAMA, Rodrigo Agostinho, no qual pede para levar a plataforma que destinou à perfuração do poço no bloco 59 para a região, informaram CNN, agência eixos, InfoMoney, Valor e Brasil 247. A petroleira solicitou ao órgão ambiental que responda até 15 de maio – um dia após o retorno de Lula ao Brasil.

No documento, a gerente geral de Licenciamento e Meio Ambiente da petroleira, Daniele Lomba Zaneti Puelker, disse que a Petrobras atendeu ao projeto aprovado pelo IBAMA para limpar o casco do navio-sonda que pretende usar na abertura do poço. A autorização dada pelo órgão para a limpeza fez com que vários políticos – entre eles o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) – comemorassem o fato como se fosse a emissão da licença para a perfuração, o que foi desmentido pelo IBAMA.

Desde 19 de abril o navio-sonda está na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, para realização de desincrustação de coral-sol. O procedimento é típico de operações offshore e está previsto na mobilização de equipamentos do Sudeste para áreas não afetadas pela espécie, como o Norte e o Nordeste.

Além do deslocamento da plataforma para a área do bloco 59, a petroleira pediu ao IBAMA novamente que faça a vistoria na Unidade de Estabilização de Fauna do Oiapoque (UED-OIA). O centro obteve licença de operação da Secretaria do Meio Ambiente do Amapá no início de abril e integra o Plano de Proteção à Fauna (PPAF) proposto pela Petrobras no processo de licenciamento.

Leia mais