Cardeal Nycz de Varsóvia defende uma 'certa tolerância' para com casais do mesmo sexo

Cardeal Kazimierz Nycz (Foto: Wikimedia Commons)

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25 Outubro 2024

Como um dos últimos estados da UE, a Polônia se prepara para a introdução de parcerias registradas para casais do mesmo sexo. O cardeal de Varsóvia, Kazimierz Nycz, defende uma "certa tolerância" por parte da Igreja.

A reportagem é publicada por Katolisch.de, 24-10-2024.

O cardeal de Varsóvia, Kazimierz Nycz, mostrou-se aberto à garantia legal para casais do mesmo sexo na Polônia. As pessoas deveriam poder registrar suas parcerias sem equiparar essa relação ao casamento, disse Nycz na noite de quarta-feira ao canal "Polsat News". A Igreja Católica, no máximo, expressará sua opinião, mas provavelmente "não se envolverá" no respectivo processo legislativo no Parlamento, afirmou o cardeal.

A ministra da Igualdade, Katarzyna Kotula, do partido "Nova Esquerda", havia publicado há poucos dias o projeto de uma lei de parceria. De acordo com o projeto, duas pessoas adultas, independentemente de seu sexo, poderiam registrar sua relação no cartório. Com isso, elas teriam, entre outros direitos, a equiparação aos casais casados em questões fiscais, de direito sucessório e na escolha do sobrenome. No entanto, a adoção conjunta de crianças continuaria proibida. Na coalizão de centro-esquerda do primeiro-ministro Donald Tusk, o projeto de lei encontra resistência do partido conservador PSL.

Segundo Nycz, a "temperatura dessa discussão" no Parlamento mostra "que o problema não é tão simples". O casamento, especialmente o casamento religioso, deve ser diferenciado de outros tipos de relações. No entanto, deveria haver por parte da Igreja uma "certa tolerância" em relação ao desejo das pessoas de poderem formalizar e dissolver suas parcerias por meio de um contrato civil de forma mais simples, afirmou o arcebispo de Varsóvia.

Porta-voz da arquidiocese esclarece declaração

O porta-voz da arquidiocese de Varsóvia ressaltou nesta quinta-feira que a declaração de Nycz sobre parcerias civis não deve de forma alguma ser interpretada como um apoio ao respectivo projeto de lei. O cardeal declarou na entrevista "que a Igreja Católica não participará da elaboração da lei nem interferirá nela", disse o porta-voz Przemyslaw Sliwinski. No entanto, Nycz acredita que a Conferência Episcopal tomará sua própria posição sobre o assunto. "A escolha de uma 'relação de parceria' como forma de vida para católicos permanece moralmente inadmissível — é um pecado", afirma o comunicado. Cristo mostrou aos fiéis apenas o casamento como uma união vitalícia entre homem e mulher como forma de convivência.

A Polônia é um dos apenas cinco estados da UE que não permitem casamentos entre pessoas do mesmo sexo nem o registro oficial de parcerias entre gays e lésbicas. Em pesquisas recentes, a maioria da população polonesa manifestou apoio à introdução de uma parceria registrada para casais homossexuais

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