Comunidades locais ficam esquecidas nas consequências dos eventos climáticos

Foto: Governo do Estado do RS

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16 Julho 2024

A crise climática traz consequências que vão muito além dos fatores econômicos. Em evento paralelo à 56ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, reunido em Genebra no dia 1º de julho, palestrantes ligados a setores eclesiásticos chamaram a atenção para as perdas não econômicas.

A reportagem é de Edelberto Behs.

Arrolaram, então, a perda de vidas, de saúde, de patrimônio cultural, da flora e da fauna, ameaças aos direitos humanos e ao bem-estar social. “As comunidades religiosas enfrentam diretamente as alterações climáticas e experimentam em primeira mão a perda de cultura, biodiversidade e saúde mental”, destacou a representante da Federação Luterana Mundial no encontro, Elena Cedillo.

“Os nossos princípios morais e éticos claros – disse Cedillo – levam-nos a educar as pessoas através de inciativas educativas, campanhas e trabalho de advocacia e a aumentar a conscientização através de histórias significativas sobre a dimensão humana das perdas não econômicas, para além das informações arroladas nas estatísticas e outros dados”.

A relatora especial da ONU para Direitos Humanos e Alterações Climáticas, Elisa Morgera, lembrou que as perdas e os danos não econômicos podem ser melhor abordados e integrados nas respostas globais às alterações climáticas quando se recorre também às perspectivas locais.

Cedillo defendeu um trabalho conjunto visando a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas em Baku, no Azerbaijão, a COP29, para garantir que a política climática seja inclusiva e equitativa, de proteção à Criação, e que ajude as comunidades vulneráveis a garantir justiça.

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