Jovem negra é acusada de furto na Renner: “Foi preconceituosa, sim”

Funcionária das Lojas Renner de Madureira, RJ, acusa injustamente mulher negra de furto. Foto: Reprodução Twitter @ju_cst

Mais Lidos

  • Comando Vermelho usa drones gigantes para transportar até 20 fuzis FAL ou AR-15 entre favelas no Rio

    LER MAIS
  • Viver em contínuo Pentecostes. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • “Esse debate se torna ainda mais importante em um ano eleitoral, porque é fundamental assegurar que os resultados positivos no combate à fome sejam preservados, independentemente de qual governo esteja no poder, seja de direita, seja de esquerda ou centro”, afirma o especialista

    "Os dados mostram que o Brasil conseguiu retornar a um nível de insegurança alimentar semelhante ao registrado em 2014, ano em que o país saiu do mapa da fome da ONU". Entrevista especial com Lucas Moura

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

14 Novembro 2022

Awdrey Ribeiro foi acusada de roubar um casaco, cuja marca sequer existe no shopping em que estava.

A reportagem é publicada por Brasil de Fato, 13-11-2022.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, uma jovem negra é acusada de roubo dentro de uma das lojas da Renner, no Madureira Shopping, no Rio de Janeiro. O caso ocorreu no sábado (12), e a acusação foi feita por uma funcionária da empresa contra Awdrey Ribeiro.

A jovem afirmou que, enquanto se dirigia ao provador, a funcionária a empurrou e puxou sua bolsa. "Ela já veio passando na minha frente e me empurrando para dentro da cabine, bem agressiva, gritando, dizendo que eu tinha roubado, que eu estava com várias peças da loja dentro da bolsa, sendo que eu não tinha nada", afirmou Ribeiro ao UOL. "Dentro da bolsa tinha um casaco meu bem antigo da Radley, uma marca que nem tem na loja, mas ela disse que eu tinha roubado aquele casaco e gritava comigo o tempo todo."

"Aí chegou a gerente da loja mandando ela sair, mandando ela ir embora, e todo mundo começou a gritar falando que tinha sido preconceituosa", diz a jovem. "Ela foi preconceituosa sim, só veio até mim porque eu sou negra, porque tinha outras pessoas brancas com bolsas no provador e ela não fez nada disso."

Após ter acionado a polícia, Awdrey ouviu da gerente da loja que a situação havia sido “uma coisa mínima” e que não tinha a necessidade de chamar os policiais. A situação foi registrada como constrangimento no 29º Departamento de Polícia. "Eles não registraram como racismo. O policial que foi até lá disse que aquilo tudo era um circo, uma palhaçada, e me deu todo o suporte", afirmou Awdrey.

Leia mais