"Sob Hitler houve o mesmo debate", um confronto sem precedentes entre a cúria e os bispos alemães devido às reformas

Georg Bätzing, presidente da Conferência Episcopal Alemã. (Foto: Reprodução | Kathoslich)

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30 Setembro 2022

 

O clima está ficando mais quente e as farpas voam entre a Cúria Romana e os bispos alemães que estão há dois anos engajados em perseguir um caminho de reformas importantes, começando com os pedidos de abolição do celibato e o sacerdócio feminino.

 

A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada por Il Messaggero. 30-09-2022.

 

O último sinal de uma radicalização progressiva está enquadrado na pergunta e resposta entre o cardeal Kurt Koch, chefe do diálogo ecumênico no Vaticano, e o presidente dos bispos alemães, Georg Bätzing, tão ofendido pelas palavras do cardeal que ameaçou apresentar uma queixa oficial ao Papa Francisco. Bätzing exige um pedido formal de desculpas de Koch após este ter definido as reformas alemãs, realizadas de forma democrática e estendidas à base católica, produto de uma visão nacional-socialista. Bätzing especificou no final da assembleia plenária de outono da Conferência Episcopal em Fulda que exige uma reparação formal.

 

O raciocínio de Koch, de que o caminho sinodal vê paralelos com os debates aconteciam durante a era nazista, foi a mosca no nariz dos bispos progressistas alemães. “Irrita-me que novas fontes sejam aceitas ao lado das Escrituras e da tradição como fontes do Apocalipse; e me assusta que isso esteja acontecendo, novamente, na Alemanha”, disse Koch à revista católica alemã Die Tagespost. "Esse fenômeno já existia durante a ditadura nacional-socialista, quando os chamados 'cristãos alemães' viram a nova Revelação de Deus no sangue e no solo e na ascensão de Hitler".

 

A agência de notícias KNA explicou que os cristãos alemães eram um movimento do protestantismo alemão que queria alinhar a Igreja Protestante com a ideologia nazista no período de 1932 a 1945. "O maior perigo hoje é que verdade e liberdade não sejam mais vistas juntas, mas divididas", disse Koch.

 

"Na teologia alemã de hoje há uma forte tendência a partir da liberdade como o valor mais alto para o homem e a julgar, a partir daí, o que ainda pode ser considerado a verdade da fé e o que deve ser lançado ao mar".

 

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