Para assumir cargo de diplomata, descendente de quilombola teve que brigar na justiça

Rebeca Mello (Foto: Reprodução)

Mais Lidos

  • Escala 6X1 ou 5X2 e os neoescravocratas. Artigo de Heitor Scalambrini Costa

    LER MAIS
  • Uma arcebispa em Roma. Artigo de Fabrizio Mastrofini

    LER MAIS
  • O que aconteceu no Mali: ataques da Al-Qaeda e um grupo separatista abalam a junta militar

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

30 Junho 2022

 

Rebeca Mello, 29 anos, economista descendente de quilombola, natural de Cavalcante (GO), será a primeira diplomata negra do Brasil. Ela foi aprovada no concurso do Instituto Rio Branco em 2017, dentro do programa de cotas, mas teve que esperar cinco anos para ingressar na carreira.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

 

Rebeca não pôde assumir por causa de ação movida pela procuradora da República, Anna Carolina Resende Maia Garcia, questionando a sua admissão porque ela cabia na categoria “pardo claro”, que não consta na Constituição.

 

“Eu não era negra o suficiente para as cotas, só para sofrer preconceito”, declarou Rebeca ao portal Metrópoles.

 

No início do mês, em acordo inédito com o Itamaraty e a Advocacia Geral da União, Rebeca aceitou abandonar o processo movido por ela questionando sua exclusão por ser “parda clara”, para ter uma cerimônia de posse reservada e passar de novo por banca examinadora. Rebeca aparece, agora, no grupo de aprovados do Itamaraty.

 

Leia mais