Para assumir cargo de diplomata, descendente de quilombola teve que brigar na justiça

Rebeca Mello (Foto: Reprodução)

Mais Lidos

  • “Muitos homens pensam que perder a dominação sobre as mulheres é uma perda da sua própria masculinidade, o que não é verdade. Um homem pode ser homem, ter seus valores e nem por isso precisa dominar mulheres, crianças ou pessoas de outras etnias”, diz a socióloga

    Feminicídio: “A noção de propriedade é profunda”. Entrevista especial com Eva Alterman Blay

    LER MAIS
  • Desafios da “pornografia pastoral” na cultura digital. Artigo de Eliseu Wisniewski

    LER MAIS
  • A investigação dos EUA aponta para a "provável" responsabilidade do seu Exército no massacre de 168 pessoas numa escola para meninas no Irã

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

30 Junho 2022

 

Rebeca Mello, 29 anos, economista descendente de quilombola, natural de Cavalcante (GO), será a primeira diplomata negra do Brasil. Ela foi aprovada no concurso do Instituto Rio Branco em 2017, dentro do programa de cotas, mas teve que esperar cinco anos para ingressar na carreira.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

 

Rebeca não pôde assumir por causa de ação movida pela procuradora da República, Anna Carolina Resende Maia Garcia, questionando a sua admissão porque ela cabia na categoria “pardo claro”, que não consta na Constituição.

 

“Eu não era negra o suficiente para as cotas, só para sofrer preconceito”, declarou Rebeca ao portal Metrópoles.

 

No início do mês, em acordo inédito com o Itamaraty e a Advocacia Geral da União, Rebeca aceitou abandonar o processo movido por ela questionando sua exclusão por ser “parda clara”, para ter uma cerimônia de posse reservada e passar de novo por banca examinadora. Rebeca aparece, agora, no grupo de aprovados do Itamaraty.

 

Leia mais