O Brasil aguenta a reeleição de Bolsonaro? - Frases do dia

Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Youtube

16 Novembro 2021

 

Com economia ruim, Bolsonaro dobra a aposta na pauta ultraconservadora

 

“A performance de Jair Bolsonaro em Dubai confirma as suspeitas de adversários e apoiadores: se Paulo Guedes não produzir um milagre, restará ao presidente apostar na realidade paralela e na guerra cultural para chegar ao segundo turno. As afirmações sobre a prova do Enem “ter a cara do governo” não surpreenderam quem acompanha os monólogos de Bolsonaro País afora, especialmente para audiências evangélicas. Após lembrar que seu maior feito foi ter vencido Fernando Haddad (PT) no segundo turno, o presidente costuma dizer que a ameaça esquerdista ainda paira no ar, faz críticas ao Enem, ao conteúdo dos livros didáticos e diz que o futuro dos “nossos jovens” está em risco” – Coluna do EstadãoO Estado de S. Paulo, 16-11-2021.

 

Bannon conselheiro de Bolsonaro

 

“Segundo apurou a Coluna, Bolsonaro foi aconselhado por Steve Bannon a investir na agenda ultraconservadora dos costumes, principalmente nas discussões sobre gênero, radicalizando o discurso de 2018, para polarizar o debate com a esquerda e deixar o centro falando sozinho de ajuste fiscal, reformas, etc. Não foi por outro motivo que o clã Bolsonaro abraçou a defesa do jogador de vôlei Maurício Souza, demitido de um clube mineiro após comentários homofóbicos” – Coluna do EstadãoO Estado de S. Paulo, 16-11-2021.

 

Aperitivo

 

“Em entrevista recente à rádio Jovem Pan, Bolsonaro disse: 'Não pode na escola aproveitar um ambiente restrito e um professor começar a falar de coisas que os pais não querem, falar para o Joãozinho que ele não é menino'. Nos cálculos bolsonaristas, a agenda conservadora pode garantir uns 15% no primeiro turno” – Coluna do EstadãoO Estado de S. Paulo, 16-11-2021.

 

Moro. Conservadorismo, sebastianismo, neoliberalismo, juntos num terno alinhado

 

O que não se pode dizer de Sergio Moro, o político, é que não possui um projeto de país, porque o possui. Moro é perigoso por ser um Bolsonaro que sabe usar garfo e faca: veste roupagem palatável a uma elite autoritária, mas envergonhada. Ao andar de cima, incorpora retórica privatista que soa como violino num Titanic afundando. Ao andar de baixo, apela para um sentimento anti-estado, mas punitivista que encanta uma classe média que se vê como pobre e uma classe pobre que se vê como empreendedora” - Thiago Amparo, advogado, é professor de direito internacional e direitos humanos na FGV Direito SP. Doutor pela Central European University (Budapeste) – Folha de S. Paulo, 10-11-2021.

 

Moro, o anti-herói e a mesma vala

 

“O país está, agora, diante de um presidenciável que une conservadorismo, sebastianismo, neoliberalismo num terno alinhado. Não há nada mais perigoso do que quem prega não fazer política fazendo-a. Moro é o anti-herói que, se não diz como Bolsonaro que fuzilará seus oponentes, escreve o excludente de ilicitude que nos levará para a mesma vala” - Thiago Amparo, advogado, é professor de direito internacional e direitos humanos na FGV Direito SP. Doutor pela Central European University (Budapeste) – Folha de S. Paulo, 10-11-2021.

 

O Brasil aguenta a reeleição de Bolsonaro?

 

“Há turbulências à vista em nosso horizonte econômico e acho que elas serão poderosas o bastante para fazer com que nos livremos de Jair Bolsonaro em 2022. Isso dito, é bom lembrar que o futuro é contingente e que uma das mais sólidas lições que a ciência política nos ensina é a de que presidentes que disputam a reeleição nunca podem ser dados como carta fora do baralho. Na verdade, a vantagem que o cargo lhes dá é de tal magnitude que perder o pleito é mais a exceção do que a regra. A chance de êxito na conquista do segundo mandato é de mais de 80%” – Helio Schwartsman, jornalista – Folha de S. Paulo, 16-11-2021.

 

1,5 grau. Estamos longe dessa meta

 

“Infelizmente a maioria dos países chegou e saiu de Glasgow pensando nas vantagens ou desvantagens econômicas das negociações para seus próprios países. Eles vieram para Glasgow para fazer negócios e não para proteger o futuro da humanidade frente às ameaças das mudanças climáticas. Na verdade a urgência e gravidade das mudanças estiveram ausentes das salas de negociação. Sim, nós temos um acordo e, sim. fechamos o livro de regras, o que e bom. Mas esta COP não poderia ter sido apenas mais um “exercício diplomático”, esta deveria ter sido a “COP” para nos colocar na trajetória de 1,5 grau. Infelizmente ainda estamos longe dessa meta” - Ana Toni, economista, diretora do Instituto Clima e Sociedade – O Estado de S. Paulo, 16-11-2021.

 

Brasil na COP26 – não é parte da solução, é parte do problema

 

“O Brasil foi um exemplo da atitude “doing business” na COP26. Se o Brasil estava na defensiva e, portanto, menos vocal nas negociações, sabemos que em se tratando de mudanças do clima se você não é parte da solução, você é parte do problema, e o Brasil definitivamente foi parte do problema. Ele só veio a Glasgow para defender seus interesses econômicos estreitos e de curto prazo, e não para lutar contra as mudanças climáticas” - Ana Toni, economista, diretora do Instituto Clima e Sociedade – O Estado de S. Paulo, 16-11-2021.

 

Reação

 

“O movimento liberal Livres defenderá a rejeição no Congresso da MP que cria o Auxílio Brasil e recomendará a manutenção do Bolsa Família com ampliação do número de beneficiados do programa” – Coluna do EstadãoO Estado de S. Paulo, 14-11-2021.

 

Reação 2

 

“Em nota técnica que será entregue a parlamentares, Deborah Bizarria e Mano Ferreira dizem que a proposta do governo é uma política social improvisada e que traz efeito perverso na economia e na vida de pessoas em vulnerabilidade social. O documento reúne análises do economista Ricardo Paes de Barros, para quem o Auxílio Brasil, entre outros pontos, não melhora o funcionamento das filas para acesso ao programa e pune sem embasamento famílias mais pobres ao diminuir o limite de filhos beneficiados”– Coluna do EstadãoO Estado de S. Paulo, 14-11-2021.

 

O que mais te impactou na vida: ser pobre ou negra?

 

“Bem criança, o impacto foi ser pobre. A partir do jardim de infância, as cenas começam a ser dolorosas porque eu era pobre e negra. A questão no Brasil não é só a questão social, é a social atravessada pela questão negra. Se chego numa loja já partem do pressuposto: ‘Será que essa mulher vai mesmo comprar alguma coisa?’ Ser negra e ser pobre são experiências impactantes” – Conceição Evaristo, escritora, poeta, romancista e ensaísta, vencedora do Prêmio Jabuti de Literatura, em 2015 – O Estado de S. Paulo, 13-11-2021.

 

Fosso da desigualdade

 

“Não, ele (o fosso da desigualdade) se aprofundou. Essa população pobre que nasce agora, o que pode esperar do futuro? Não é pessimismo, é um olhar atento para essa realidade. O Brasil ainda está longe de ser um País pautado na justiça e direito à vida para todos” – Conceição Evaristo, escritora, poeta, romancista e ensaísta, vencedora do Prêmio Jabuti de Literatura, em 2015 – O Estado de S. Paulo, 13-11-2021.

 

Bolsonaro mente

 

“Não bastassem os vexames na Europa, com ausência na COP 26, inutilidade no G-20 e agressão a manifestantes na Itália, o presidente Jair Bolsonaro mente, com um sorriso sem graça, em Dubai, numa viagem de uma semana aos Emirados Árabes. Para espanto geral, o presidente brasileiro disse que a Amazônia é uma floresta úmida que não pega fogo e está igualzinha desde 1500. Para piorar, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na maior cara dura que o Brasil “cresce acima da média” – Eliane Cantanhêde, jornalista – O Estado de S. Paulo, 16-11-2021.

 

Bolsonaro. Sem noção e sem limite

 

“É ótimo buscar investimentos estrangeiros, apesar dos regimes ditatoriais, mas mentindo, violentando os fatos e batendo bumbo para uma realidade paralela? Bolsonaro é sem noção e sem limite”– Eliane Cantanhêde, jornalista – O Estado de S. Paulo, 16-11-2021.

 

Puxado

 

“O pavilhão do Brasil na Expo Dubai virou motivo de chacota entre empresários: resume-se a um “caixote branco com uma espécie de lago”, na descrição de um deles. Para piorar, tem como vizinho a arrojada Suécia. Ah, as cifras que correm por lá: R$ 35 milhões o custo do aventura brasileira” – Coluna do EstadãoO Estado de S. Paulo, 16-11-2021.

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