#o campo de visão

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • O terremoto na Venezuela coloca a "Doutrina Donroe" de Trump à prova na América Latina

    LER MAIS
  •  “Como condição e consequência, os drones podem matar civis e muitas vezes é o que acaba acontecendo tanto na Ucrânia quanto em Gaza, na Rússia e em outros lugares”, afirma o pesquisador

    Drones como armas letais de guerra e o extermínio dos inocentes. Entrevista especial com Alcides Peron

    LER MAIS
  • Pedro e Paulo: duas “rochas vivas”, um só Fundamento. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

20 Julho 2021

 

"É por isso que existe a necessidade da autocrítica, do exame de consciência e daquela virtude que em nossos dias é um pouco ridicularizada, a humildade ou pelo menos um saudável realismo", escreve Gianfranco Ravasi, prefeito do Pontifício Conselho para a Cultura, em artigo publicado por Il Sole 24 Ore, 18-07-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Eis o artigo. 

 

Cada um de nós confunde os limites do seu campo de visão com as fronteiras do mundo. Esta consideração de filósofo é bela embora até amarga e bastante pessimista, como Arthur Schopenhauer. Na verdade, captura ironicamente uma atitude a que todos nós somos tentados a ceder, a de nos considerarmos a medida de todas as coisas. Muitas vezes, na onda dessa atitude, caímos até mesmo no ridículo ou na obstinação, tentando defender o indefensável e opor-se também às evidências. Na raiz desse comportamento está a desmedida veneração do próprio eu, das próprias ideias e convicções, do próprio comportamento. Quando se começa a praticar essa “massagem” doce e apaixonada do "superego", como dizem os psicólogos, é difícil parar.

Na verdade, podemos até vir a acreditar que somos vítimas de inveja ou maldade quando outros tentam nos mostrar que o mundo da verdade é muito mais amplo do que nosso perímetro intelectual e visual. E assim nos tornamos acrimoniosos, reclamamos de ser incompreendidos, nos encerramos em um silêncio arrogante. É por isso que existe a necessidade da autocrítica, do exame de consciência e daquela virtude que em nossos dias é um pouco ridicularizada, a humildade ou pelo menos um saudável realismo. O poeta Thomas S. Eliot advertia que essa “é a virtude mais difícil de conquistar porque nada é mais difícil de morrer do que a vontade de pensar bem de si mesmos, sempre e em qualquer situação”. 

 

Leia mais