Releitura do quadro da Ceia apresenta um Cristo negro

Jesus Negro na Última Ceia. | Obra da artista plástica Lorna May Wadsworth

Mais Lidos

  • “Estamos em meio a uma ruptura, não a uma transição". Discurso de Mark Carney

    LER MAIS
  • Operação anti-imigrantes em Minnesota: ICE prende menino de 5 anos que voltava da escola

    LER MAIS
  • 'A impunidade não durará para sempre': O que dá esperança. Entrevista com Francesca Albanese

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

13 Julho 2020

A catedral anglicana da cidade britânica de St. Albans exibe, de 4 de julho até 31 de outubro, no Altar dos Perseguidos, uma releitura do quadro da “Última Ceia”, de Leonardo da Vinci, apresentando um Jesus negro, obra da artista plástica Lorna May Wadsworth

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

A iniciativa é uma forma de apoio ao movimento Black Live Matter (Vidas Negras Importam) na luta contra o racismo, informou o portal do UOL

Na releitura de da Vinci, Lorna May deu traços jamaicanos a Jesus, com o propósito das pessoas questionarem as representações do Messias como sendo uma pessoa loira de olhos azuis, retratado por séculos por artistas europeus, segundo a sua própria imagem. 

Em entrevista publicada no portal Christian Today, o arcebispo de Canterbury, Justin Welby, destacou que Jesus não era branco. “Jesus era do Oriente Médio, não branco. É importante lembrarmos disso”. 

O líder da Igreja Anglicana frisou que Jesus é retratado “de tantas maneiras quanto existem culturas, línguas e entendimentos”. Acrescentou que “o Deus que adoramos em Cristo é universal, e a esperança que ele oferece é uma boa notícia para todos”. 

A Igreja da Inglaterra criou comissão para combater o racismo e pediu escusas pelos laços históricos com a escravidão, informou o Christian Today. Welby anunciou que estátuas e memoriais nas igrejas precisam ser revistos e colocados “em contexto”. 

Quem for orar ou visitar a catedral de St. Albans poderá acender uma vela em apoio ao movimento Vidas Negras Importam.

 

Leia mais