28 Janeiro 2020
Após a morte prematura no domingo do astro do basquete de Los Angeles Kobe Bryant – um católico praticante que já havia creditado a um padre a salvação do seu casamento – o arcebispo católico da cidade ofereceu orações e condolências à sua família.
A reportagem é de Christopher White, publicada por Crux, 27-01-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
“Foi muito triste ouvir a notícia da morte trágica de Kobe Bryant nesta manhã”, escreveu o arcebispo José Gomez no Twitter. “Estou rezando por ele e pela sua família. Que ele descanse em paz, e que nossa Mãe Santíssima possa confortar seus entes queridos.”
Em outra mensagem, um dos bispos auxiliares de Los Angeles, Robert Barron, também ofereceu suas condolências, descrevendo a morte do “lendário ícone do basquete” como “chocante”.
“Rezamos pelo descanso da sua alma, junto com os outros falecidos no acidente de helicóptero. Que o Senhor lhes conceda a Sua misericórdia e os acolha no seu reino celestial”, escreveu ele no Twitter.
Bryant, 41 anos, junto com sua filha de 13 anos, Gianna, morreram com outros sete passageiros em um acidente de helicóptero em Calabasas, Califórnia. Nenhuma causa imediata do acidente foi identificada.
Amplamente considerado como um dos maiores jogadores de basquete da sua época, Bryant jogou seu último jogo em abril de 2016, encerrando uma carreira de duas décadas no Los Angeles Lakers, onde venceu cinco campeonatos nacionais e foi escolhido como o melhor jogador da temporada por 18 vezes.
Bryant era o caçula de três filhos – criado por pais católicos na Filadélfia e, no fim, em Rieti, Itália. Ele se casou com Vanessa Laine na Igreja de St. Edward, em Dana Point, Califórnia, em 2001.
Dois anos depois, Bryant foi acusado de estuprar uma mulher em um quarto de hotel – acusação que ele negou. No entanto, ele admitiu ter feito sexo com ela, o que levou à separação da sua esposa. No fim, ela pediu o divórcio em 2011.
Em uma entrevista à revista GQ em 2015, ele refletiu sobre como os dois acabaram se reconciliando, seguindo o conselho de um padre católico.
“A única coisa que realmente me ajudou durante esse processo – eu sou católico, fui criado como católico, meus filhos são católicos – foi conversar com um padre. Na verdade, foi meio engraçado: ele olhou para mim e disse: ‘Você fez isso?’. E eu disse: ‘Claro que não’. Então ele perguntou: ‘Você tem um bom advogado?’. E eu: ‘Hm, sim, ele é fenomenal’”, disse ele ao entrevistador.
“Então ele apenas disse: ‘Deixe para lá. Siga em frente. Deus não vai lhe dar nada com o qual você não possa lidar, e está nas mãos dele agora. Isso é algo que você não pode controlar. Então, deixe para lá’. E esse foi um momento decisivo”, continuou ele.
O casal decidiu continuar casado e, em dezembro de 2016, deu à luz a sua terceira filha, seguida por outra filha no ano passado.