Proposta por Mônica Leal, Câmara Municipal de Porto Alegre realiza exposição sobre a Intentona Comunista para “não acontecer de novo”

Exposição sobre a Intentona | Foto: Leonardo Contursi - CMPA

Mais Lidos

  • Uma arcebispa em Roma. Artigo de Fabrizio Mastrofini

    LER MAIS
  • Escala 6X1 ou 5X2 e os neoescravocratas. Artigo de Heitor Scalambrini Costa

    LER MAIS
  • O que aconteceu no Mali: ataques da Al-Qaeda e um grupo separatista abalam a junta militar

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

03 Abril 2019

Desde o dia 26 de março, o saguão do Salão Adel Carvalho, na Câmara dos Vereadores de Porto Alegre, conta com 14 cartazes que apresentam a cronologia da Intentona Comunista no Brasil.

Notícia publicada por Sul21, 01-04-2019.
 
O levante popular, organizado por militares de esquerda contrários ao governo de Getúlio Vargas e derrotado pelo Exército, marca o início a uma intensa repressão a opositores do governo Vargas. Sob a justificativa de combater o comunismo, Vargas tomou medidas para ampliar seus poderes, numa série de atos que culminou com o golpe de Estado de 10 de novembro de 1937.

Na Câmara Municipal, o episódio histórico ganha destaque na semana em que se rememora o golpe de 31 de março de 1964. Em 2018, o então comandante do Exército Brasileiro, General Eduardo Villas Boas, determinou que a Intentona fosse relembrada com uma salva de tiros em São Paulo. Objetivando o reconhecimento dos oficiais que reprimiram o movimento, Villas Boas afirmou que suas trajetórias são “menos disseminadas entre a população”. Assim, integrantes das Forças Armadas passaram a lembrar desse e outros episódios (como a ditadura militar de 1964-1985) por meio das redes sociais com elogios aos repressores, afirmando que a narrativa histórica é injusta com eles.

Segundo o historiador Rodrigo Motta, professor titular da UFMG, o episódio de 1935 foi muito importante porque em torno dele se lançaram os principais pilares da tradição anticomunista no Brasil, que serviu de justificativa para os golpes de 1937 e 1964.

A presidente da Câmara dos Vereadores, Mônica Leal (PP), idealizadora da exposição, disse estar “entusiasta das ações do Exército”. “O objetivo da exposição é para que não se esqueça que isso aconteceu, e para não acontecer de novo”, disse o Coronel Almeida, representante do Exército Brasileiro responsável pelo trabalho, realizado pela Academia de História Militar Terrestre do Brasil.

Leia mais