Discurso de Bolsonaro em Davos não combina com realidade de seu governo

Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil falando durante a sessão: “Discurso Especial de Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil” na Reunião Anual de 2019 do Fórum Econômico Mundial em Davos, 22 de janeiro de 2018. Centro de Congressos – Salão de Congressos. Fórum / Christian Clavadetscher

Mais Lidos

  • “Discursos desse tipo ameaçam a democracia de forma evidente, são discursos que criam desconfiança nas instituições, em um país como o Brasil, onde a democracia não voltou há muito tempo”, afirma o pesquisador

    Polarização política brasileira e o extremismo disfarçado de encanto. Entrevista especial com Paolo Demuru

    LER MAIS
  • Lula em reunião do G-7: "Eu nunca fui de esquerda"

    LER MAIS
  • O cardeal Camillo Ruini, teólogo anticomunista que liderou a Conferência Episcopal Italiana durante a era Berlusconi, faleceu

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

23 Janeiro 2019

Nota do secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, publicada por Observatório do Clima, 22-01-2019.

Eis a nota.

O presidente Jair Bolsonaro merece cumprimentos por ter destacado, em seu discurso no Fórum Econômico Mundial nesta terça-feira (22), a necessidade de harmonia entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental. Bolsonaro também se comprometeu a trabalhar juntamente com o resto do mundo pela diminuição das emissões de CO2 – é a primeira vez que o presidente menciona luta contra a mudança climática de forma positiva, sem senões ou condicionantes.

Infelizmente, o discurso não combina com a realidade dos primeiros 21 dias de administração Bolsonaro. O governo federal tem agido de forma concreta para subjugar a agenda ambiental ao agronegócio e desmantelar a governança climática. Os resultados podem ser vistos no chão: o desmatamento na Amazônia está em alta e uma onda de invasões de terras indígenas está em curso.

O presidente precisa agir rapidamente para corrigir o rumo se suas palavras em Davos foram sinceras. Do contrário, a comunidade internacional e os brasileiros mais vulneráveis ficarão com declarações vazias, e a economia brasileira verá mercados se fecharem e investidores irem embora.

Leia mais