Papa cria comitê organizador para reunião dos bispos sobre abuso sexual

Praça São Pedro. Foto: Elli B | Flickr

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24 Novembro 2018

O Papa Francisco nomeou o principal investigador do Vaticano sobre abuso sexual e um aliado próximo dos Estados Unidos para que formem parte do comitê organizador da Cúpula de Prevenção de Abusos, que ocorrerá em fevereiro de 2019, e se tornou ainda mais importante depois que a Santa Sé impediu os bispos dos Estados Unidos de tomar medidas para fazer frente ao escândalo.

A reportagem é de Nicole Winfield, publicada por What's on Channel TV, 23-11-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

As vítimas de abusos e mulheres que trabalham no Vaticano também colaborarão com o comitê preparatório. Ausência notável do grupo anunciado na sexta-feira, 23-11-2018, é o cardeal de Boston Sean O’Malley, que encabeça a Comissão Assessora do Papa sobre Abusos Sexuais. Entretanto, um dos membros confirmados é o padre Hans Zollner, a pessoa de maior importância para a Comissão.

Além de Zollner, o comitê inclui o arcebispos maltês Charles Scicluna, que foi o fiscal dos delitos sexuais do Vaticano durante uma década, o cardeal de Chicago, designado por Francisco, Blase Cupich e o cardeal indiano Oswald Gracias, membro do Conselho de Cardeais de Francisco.

Francisco convocou os líderes das 130 conferências de bispos do mundo no Vaticano, de 21 a 24 de fevereiro, depois de outra vez surgirem escândalos de abusos sexuais, tanto na América do Sul como nos Estados Unidos, e de que o mesmo subestimara o caso de um bispo chileno implicado em encobrimento.

O interesse da reunião cresceu muito depois de que o Vaticano pediu aos bispos dos EUA, no início do mês de novembro, para não votarem novas propostas para investigar delitos sexuais ou encobrimentos entre os seus membros.

Entretanto, é pouco provável que um grupo tão diverso de religiosos, alguns representando igrejas nacionais que seguem negando ou minimizando o escândalo, gerem durante quatro dias propostas universais que se aproximem das leis de responsabilidade que buscavam os bispos estadunidenses.

Cupich disse estar decepcionado com a decisão do Vaticano de impedir que os bispos americanos na sua reunião anual tomassem novas medidas contra os abusos, mas durante a reunião dos bispos dos EUA, propôs que seguissem adiante com o debate das medidas e inclusive o mesmo elaborou uma opinião revisada.

"O papa Francisco está chamando uma reforma radical na vida da Igreja, porque entende que nessa crise se trata do abuso de poder e de uma cultura de proteção e privilégio, que criou um clima de secretismo, sem que se tenha que prestar contas pelos malfeitos”, segundo escreveu na quinta-feira, em um blog. “Tudo isso tem que terminar”, acrescentou.

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