3º Encontro Mundial de Movimentos Populares. “Os pobres devem ser protagonistas de uma mudança que lhes restitua seus direitos”

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

29 Outubro 2016

Dom Silvano Tomasi, do Pontifício Conselho Justiça e Paz, e o argentino Juan Grabois, cofundador do Movimento dos Trabalhadores Excluídos, apresentaram na última sexta-feira, no Vaticano, o 3º Encontro Mundial de Movimentos Populares.



A reportagem é publicada por Aica, 28-10-2016. A tradução é de André Langer.

O encontro acontecerá entre os dias 02 e 05 de novembro no Vaticano e contará com a presença de 150 delegados provenientes de diferentes movimentos populares do mundo. Durante o encontro está prevista uma audiência com o Papa Francisco.

Dom Tomasi e Grabois deram detalhes do 3º Encontro Mundial de Movimentos Populares, no qual os delegados irão debater e elaborar propostas para uma saída para a crise internacional com foco em três eixos principais: Terra, Teto e Trabalho.

“O Papa fala de um sistema político que integre os excluídos, como disse na Laudato Si’. Francisco tem a mesma sensibilidade hoje que quando transitava nas vilas de Buenos Aires”, afirmou dom Tomasi.

“O Papa quer sensibilizar o público para quem mora na periferia da sociedade”, acrescentou.

Grabois, por sua vez, explicou que “este já é o nosso terceiro encontro, e se seguíssemos a metodologia tradicional, diríamos que no primeiro nos ocupamos em conhecer as nossas realidades (Ver), o segundo em discernir o que está acontecendo (Julgar) e este terceiro, em pensar propostas de mudança (Agir).

Francisco colocou nos olhos do mundo uma realidade silenciada: existe um grande número de organizações, grandes e pequenas, que são integradas, organizadas e dirigidas pelos excluídos que não se resignam na miséria que lhes é imposta e resistem a partir da solidariedade ao atual paradigma tecnocrático”, destacou.

“Os pobres não devem ser objeto de políticas sociais concebidas sem sua participação, mas atores protagônicos do processo de mudança que permita a restituição dos direitos sagrados a terra, teto e trabalho”, disse.

Leia mais