O machismo perdeu o voo

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 18 Julho 2016

Na segunda-feira à noite, o voo 909 da American Airlines, que faz o percurso entre Miami e Buenos Aires, decolou com uma hora e meia de atraso porque sete passageiros, ao saber que o avião era pilotado por duas mulheres, decidiram não voar. O episódio se espalhou pelas redes sociais, depois que um amigo de pessoas que, sim, viajaram expôs ocorrido no Twitter. A demora se deu porque, após os passageiros que desistiram de viajar descer da aeronave, também foi preciso descer suas bagagens. A companhia aérea não emitiu nenhum comunicado oficial acerca do fato.

A reportagem é publicada por Página/12, 15-07-2016. A tradução é do Cepat.

“Dois companheiros de trabalho voaram com uma hora e meia de atraso porque o avião (American Airlines) no qual viajavam era pilotado por duas mulheres. Por que o atraso? Porque sete passageiros pediram para descer ao se inteirar que piloto e copiloto eram mulheres”, tuitou um usuário (@QuieroMiJarra), na quarta-feira à noite, na rede de microblogging. De acordo com o que os passageiros do voo 909 contaram, a tripulação não informou aos que já estavam em seus assentos a razão pela qual o avião estava demorando para decolar. Só horas mais tarde, na metade do trajeto, um tripulante da cabine mencionou, durante um anúncio de rotina, que a viagem estava sendo pilotada por duas mulheres. Depois, outros tripulantes confirmaram a alguns passageiros que a demora se deu ao fato que outros viajantes haviam mudado de ideia ao saber que piloto e copiloto não eram homens.

De acordo com ISA+21, a Sociedade Internacional de Mulheres Pilotos de Companhias Aéreas, das 130.000 pessoas que pilotam aviões comerciais em todo o mundo, cerca de 4.000 são mulheres. “Este número está mudando constantemente e, felizmente, cresce”, estima a entidade, que destaca que a maioria das mulheres que chega a pilotar aviões estão em companhias norte-americanas. Das 4.000 pilotos, e considerando “as linhas aéreas que crescem, as que encolhem, as novas apostas e as falências, só podemos especular que há cerca de 450 mulheres capitães em companhias de todo o mundo”, aponta ISA+21 em sua página web.

A entidade que se dedica a mulheres pilotos de todo o mundo também destaca que “assim que se começou a contratar mulheres para pilotar, havia muitas provas a ser submetidas, o que incluía estudos de força. Também havia uma altura mínima que os pilotos de quase todas as companhias precisam ter. Estes requisitos ficaram quase majoritariamente pelo caminho. O único requisito é que uma aspirante a piloto consiga voar no simulador, durante o processo de entrevista, sem problemas derivados de sua altura ou sua força (por exemplo, deve conseguir alcançar os pedais e enxergar sobre o painel, e deve conseguir controlar o avião que tenha perdido os sistemas hidráulicos usados para facilitar o voo)”.