Não te detenhas. Walt Whitman na oração inter-religiosa desta semana

Foto: Pixabay

08 Mai 2026

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações, músicas e versos de diferentes espiritualidades e religiões, mergulhamos no Mistério que são a absoluta transcendência e a absoluta proximidade.

Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo e colaborador do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Não te detenhas

Não deixes o final do dia sem teres crescido um pouco, sem seres feliz, sem teres aumentado os teus sonhos.

Não te deixes vencer pelo desânimo, não deixes ninguém tirar o direito de te expressares, que é quase uma obrigação.

Não abandones o desejo de tornar a tua vida extraordinária, não pares de acreditar nas palavras e na poesia, elas podem mudar o mundo.

Não importa o que na nossa essência está intacta, estamos cheios de seres de paixão, e a vida é deserto e oásis, nos derruba, nos fere, nos ensina ela nos faz protagonistas, da nossa própria história.

Embora o vento sopre contra, o trabalho potente continua, tu podes fazer uma estrofe, nunca pares de sonhar, porque os sonhos são do homem livre.
Não caias num dos piores erros, o silêncio, a maioria vive num silêncio terrível. Não renuncies!

Ouve!

“Eu a emitir os meus uivos através do telhado do mundo” diz o poeta.

Aprecia a beleza das coisas simples, tu podes fazer bela poesia sobre as pequenas coisas!

Não podemos remar contra nós mesmos, quem transforma a vida no inferno, aproveita o pânico que provoca em ti, tens a vida pela frente, vive-la intensamente, sem mediocridade.

Tu achas que és o futuro, enfrenta a tarefa com orgulho e sem medo, aprende com aqueles que podem ensinar-te, as experiências daqueles que nos precederam nossos “poetas mortos”.

Ajudando-te a caminhar pela vida a sociedade de hoje, nós que somos os “poetas vivos”. Não deixes a vida passar por ti sem a vida!

Fonte: Walt Whitman. Folhas de erva. Relógio D'água, 2003.

Sobre o poeta

O poeta Walt Whitman, nasceu em maio de 1819 e morreu em março de 1892. Foi poeta, ensaísta e jornalista americano. Destaca-se pelo traço do verso livre. Um dos grandes marcos da literatura é o seu livro Folhas de Relva.

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