Costuro o infinito. Hilda Hilst na oração inter-religiosa desta semana

Foto: Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • ‘Incineração, não’: catadores cobram participação efetiva no tratamento do lixo em São Paulo, durante audiência pública

    LER MAIS
  • BR-163 acelera exportações de soja, aumenta emissões de poluentes e aquece esquemas do mercado de carbono

    LER MAIS
  • Os militares leem a Constituição como uma “licença para intervir”. Entrevista com Carlos Fico

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

02 Setembro 2022

 

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, colaborador do Instituto Humanitas Unisinos - IHU e do canal Paz Bem.

 

Costuro o infinito

 

Costuro o infinito sobre o peito.

E no entanto sou água fugidia e amarga.

E sou crível e antiga como aquilo que vês:

Pedras, frontões no Todo inamovível.

Terrena, me adivinho montada algumas vezes.

Recente, inumana, inexprimível

Costuro o infinito sobre o peito

Como aqueles que amam

 

Fonte: Hilda Hilst. De amor tenho vivido. 50 poemas. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 35.

 

Hilda Hilst (Foto: Wikimedia Commons)

 

Hilda de Almeida Prado Hilst (1930 – 2004): Foi poeta, escritora e dramaturga brasileira. Seu primeiro livro de poesias foi Presságio publicado em 1950. Formou-se em direito e escreveu por quase cinquenta anos, tendo sido agraciada com os mais importantes prêmios literários do Brasil, entre eles, o Prêmio Jabuti de melhor conto, em 1993, pela obra Rútilo Nada. Conhecida por sua forte personalidade, Hilda transportava seus leitores para uma análise filosófica acerca da busca, da morte, do amor e do horror. Ainda, seus trabalhos foram traduzidos em vários idiomas.

 

Leia mais